Porto de Sines

Porto de Sines

domingo, 17 de novembro de 2013

"Lenda da Senhora das Salas"



Capela de Nossa Senhora das Salas / Painel de Azulejos da Estação de Sines

Esta lenda trata da fundação da capela de Nossa Senhora das Salas. Pois conta a tradição que ela foi mandada fazer por uma princesa grega, que se chamava Vetaça ou Bataça, no cumprimento de uma promessa. Pois esta princesa integrara o séquito de D. Isabel de Aragão, a futura Raínha Santa, quando ela veio para Portugal, para casar com o rei D. Dinis.

Pois o barco em que viajava ficou envolvido numa violenta tempestade e D. Vetaça, dirigiu-se a Nossa Senhora, prometendo-lhe que, se escapassem ilesos, mandava construir uma capela em sua honra, no primeiro lugar em que varasse terra. E oferecia a relíquia do Santo Lenho, que sempre trazia consigo, ao primeiro castelo que avistasse.

E Vetassa ou Bataça, sã e salva chegou a terra, à praia de Sines e logo providenciou os estudos e à execução do templo a Nossa Senhora das - sabe-se lá porque razão - Salas. 



 Fonte de D. Betaça [junto à capela da Senhora das Salas]

Esta senhora viveu  até 1336 em Santiago do Cacém.

Seja como for assim viveu através dos séculos, a "Santa" que passou a padroeira de Sines e advogada dos pescadores.

Posteriormente, resolveu-se celebrar a sua invocação a 15 de Agosto, sendo um dos números do programa a tradicional procissão marítima.







  
Fonte: Excerto de "Lendas de Portugal" [adaptção].
Fotos: cajoco [Procissão de 15.Ag.2011]

domingo, 10 de novembro de 2013

"Os Magustos"

 O Outono cheira a S. Martinho, altura em que se faz a colheita das castanhas, é o mote das castanhas, da caça ás perdizes, dos cogumelos selvagens aos marmelos para comer e saborear.


Em Trás-os-Montes, Vilarinho da Castanheira, é terra onde a dureza das pedras é cortada pelo verde omnipresente dos castanheiros. A sua copa é frondosa; no Verão, enfeitada de ouriços ainda verdes, para em Setembro/Outubro se abrirem com as castanhas já maduras.

Os apetecidos e ansiados magustos, ao ar livre, no campo, então sucediam-se. Reuniam os amigos e familiares.

Fazia-se uma fogueira por baixo dos assadores com castanhas. Uma vez estas assadas eram descascadas e comidas acompanhadas de aguardente, vinho novo ou jeropiga. Adorava o cheiro a castanha assada.

Há que dar graças aos magustos, festa que sustenta muitos soutos do país.

O castanheiro [árvore mais abundante de cultura perene] devido ao seu grande porte e qualidade, também é apreciado pela qualidade da sua madeira necessária para os mais diversos fins, desde a construção de habitações ao simples uso como lenha.

cajoco

Fotos: Google

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Siniense? Sineense? Sinense?





Qual destas formas será preferível como adjectivo ou como gentílico para a nossa cidade de Sines?
Normalmente juntam-se os sufixos ao que se julga ser os radicais dos vocábulos em questão.
Desta maneira não surpreende que tenhamos: Arraiolos - arraiolense; Barcelos - barcelense; Messines - messinense; Silves- silvense, etc.

Em vista disto, tudo nos imporia para Sines o adjectivo e o gentílico sinense.
Vem depois a questão siniense, onde a analogia com ateniense fez valer os seus poderosos direitos e a tal ponto que o "espírito dos clássicos" impôs nos dois vocábulos académicos essa estranha forma siniense ainda mais estranha do que sineense, preconizada em1941 por Xavier Fernandes, Topónimos e gentílicos [I, p. 211]. Atrás dele foram a Grande Enciclopédia Luso e Brasileira e também a 10ª edição do Dicionário de Morais.

E assim este caso ficou com três aspectos discordantes oque não deixa de ser curioso:
1.- A regra manda que se diga sinense.
2.- A grafia oficial exige a escrita siniense.
3.- Certa lógica e alguns trabalhos pede o uso de sineense.

Como se verifica, cada cabeça..., mas com vantagem de o freguês poder escolher...




Fonte: PALAVRAS A PROPÓSITO DE PALAVRAS de José Pedro Machado [súmula]

Fotos: cajoco

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

" PELOURINHOS"

 Pelourinhos, eram  postes em praça pública, onde os condenados eram levados e aí amarrados e denunciados à execração pública.


Pelourinho de Silves
  • O pelourinho que existe actualmente na Praça do Município foi reconstruido na década de 90 do Séc. XX utilizando informações e fragmentos originais do Séc. XVI. São eles a parte superior, uma coroa decorada com elementos em forma de flor-de-lis e dois dos ferros originais.

      Pelourinho de Alvalade do Sado
No ano em que se comemoram os 490 anos do Foral de Alvalade Sado, a população desta vila alentejana vê de novo erguido na Praça D. Manuel I o seu pelourinho, uma aspiração de longos anos que só agora se vê concretizada. A cerimónia de inauguração teve lugar no passado dia 20 de Setembro p. p., o mesmo dia em que, há 490 anos, D. Manuel I outorgava em Santarém o foral de Alvalade.




Pelourinho de Santiago do Cacém
O pelourinho de Santiago resultou de uma encomenda que a Câmara Municipal fez ao canteiro José Miguel Rodrigues, no ano de 1844. A 1 de Junho do ano seguinte, a obra dava-se por concluída e a estrutura era montada no centro da Praça Conde de Bracial.
Desta forma, a estrutura da nova marca do poder municipal passou a assentar em três ordens de degraus, que foram seguidos de um plinto rectangular – epigrafado com a data de 1845 – e de um fuste oitavado, prolongamento de um capitel liso, rematado por um globo dividido em vários meridianos, que termina com uma cruz em ferro da Ordem de Santiago. Está classificado como Imóvel de Interesse Público.


"Os pelourinhos" pertencem à realidade dos dias de hoje em que os portugueses são fustigados e empobrecidos por uma execrável austeridade que atinge os funcionários públicos, os reformados, o estado social, designadamente a saúde e o ensino público.  

Fonte: Google

Fotos: cajoco


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"EM MEMÓRIA DE 17 PESCADORES"

O acaso levou-me até à Lagoa de Santo André. Deparei surpreso com um penhasco ereto, isolado na areia da praia, próximo da lagoa. Na perspectiva dum olhar inusitado, avancei.




Deparei  com um singelo monumento homenageando a memória de 17 infortunados pescadores que perderam a vida em 09.01.1963, quando  na lagoa labutavam na faina da pesca.


Uma tragédia evocada 50 anos depois e que deixou marcas para todo o sempre.




O desatino
De uma onda gigante
Traçou-lhes o destino
Naquele mesmo instante.

 cajoco

Fotos:cajoco

sábado, 28 de setembro de 2013

"PORTUGAL JOVEM"

O mar português representa uma superfície equivalente a 55% da Europa e 41,5 vezes o território emerso.  

A utilização e exploração desta vasta zona representa o nosso maior desafio.




PORTUGAL JOVEM - A razão de ser deste nome sugere a necessidade imperiosa de ministrar  cursos de formação que incentivem os jovens na busca de qualificação adequada às exigências profissionais da arte da  faina na pesca  e  não inseri-los nela sem experiência de trabalho.

cajoco

Foto: cajoco

domingo, 22 de setembro de 2013

"MAR & PESCA"

O Mar é um dos grandes tesouros que Portugal tem, por isso deve-se aproveitá-lo o melhor possível, para explorar as capacidades que lá existem.


Não faz sentido termos demolido e desmantelado a nossa frota pesqueira, é necessário voltar ao mar.



Os pescadores são homens de coragem, voltam sempre ao mar, nunca o perderam de vista. É lá que vão buscar o seu sustento.


Até porque todo nós sabemos que " o melhor peixe do mundo está aqui".

cajoco

Fotos: cajoco



sábado, 13 de julho de 2013

PAUSA


O Azimute, desta vez, vai na peugada do Scorpio, outorgando-se também ao direito de uma pausa, para caminhar e relaxar à beira-mar.

Sendo assim, despede-se, com um abraço de reconhecido agradecimento, dos/as amigos/as, até ao próximo mês de Setembro. 

cajoco

Foto: cajoco

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"O tanque da Pia do Fidalgo"

Os lavadouros e chafarizes comunitários eram um retrato de Portugal que remonta ao século XIX e parte do século XX, um testemunho muito importante e das obras mais úteis à população - a sua utilização era gratuita.


Desta vez, levo os meus amigos até à "Estrada do Fidalgo", em Santiago do Cacém, para lhes mostrar um chafariz monumental construído em dois corpos separados, o chafariz propriamente dito e o tanque de lavagem.

 Ao lado, fechado por muros altos, encontra-se um vasto tanque lavadouro, obra de 1868, conforme a data que se encontra na parede exterior, devendo corresponder a uma reforma de todo o conjunto.

  
Tempo em que as mulheres levavam a roupa em bacias ou alguidares para o lavadouro. Ali esfregavam e lavavam a roupa à mão. Ensaboando-a e enxaguando-a, ora mergulhando-a, ora puxando-a para a tona da água.





O chafariz é formado por um tanque de cerca de 6x3 m, fechado por três lados por muros altos encimados por decoração simples. Na parede do fundo há duas bicas em pedra, e nas paredes laterais uma bica em cada.

Fonte: Google [Adaptação]

Fotos: cajoco