PORTO DE SINES

PORTO DE SINES

sábado, 22 de Março de 2014

" CASA DO MÉDICO DE S. RAFAEL"

A CASA DO MÉDICO de Sines foi inaugurada no dia 19 de Julho de 2008. Foi construída com base no edifício antigo de S. Rafael, que se encontrava em ruínas, recuperando-se um espaço nobre da cidade de Sines e um dos seus edifícios carismáticos cuja traça foi respeitada.

A Casa do Médico de S. Rafael é um equipamento que se destina principalmente, a alojamento dos médicos e seus familiares.
Sempre que haja lugares vagos poderão, ainda, ser alojados temporariamente não médicos.
Acessòriamente a Casa do Médico de S. Rafael destina-se, ainda, à realização de reuniões científicas e outras.
Desde logo a surpresa de existir um restaurante na Ordem dos Médicos de Sines, disponível a qualquer visitante comensal.


Fonte: Google [adaptação]
Fotos: cajoco

domingo, 9 de Março de 2014

Centro BUDISTA Tibetano [4]

Em Fevereiro do corrente ano visitamos novamente o CENTRO BUDISTA TIBETANO [HUMKARA DZONG] que perpetua algumas memórias que por ali vagueiam, resistem e continuam a viver em nós, a inspirar-nos.

Logo à entrada permanece um cartaz de Boas-Vindas informativo e muito esclarecedor.


 Uma série de postes, colocados no cume da montanha, com bandeiras coloridas tremulando ao vento prenunciam a aproximação ao Santuário.

As cores amarelo, verde,vermelho, branco e azul representam a terra, a água , o fogo, o vento e o espaço, respectivamente.

Os devotos, durante as circumambulações recitam os mantras em surdina.


 O Stupa [Chorten no Tibete], recinto quadrangular, é conhecido como um Santuário, mas também como um local de peregrinação, um monumento envolto em mistcismo espiritual que ensina o caminho da libertação, está cheio de simbolismos complexos, mas representa antes de mais a sabedoria de Buda.

As decorações inicialmente previstas [4 correntes que sairão dos dos 4 vértices até ao cima do Stupa, com pequenas campaínhas, cujo som fará lembrar os quatro selos de Buda e ainda 4 portas, que virão da Índia] ainda não foi possível concretizá-las.

O Stupa, estrutura com cerca de 5 metros de altura, contem relíquias sagradas dos grandes mestres, situando-se  num local magnetizante ideal para concentrar energias positivas.

A arquitectura dos stupas budistas reveste-se de características muito próprias. O stupa consiste numa base quadrada encimada por uma cúpula coroada por um corochéu afunilado de treze anéis, uma forma de loto e um sol sustentado por uma lua crescente. Estas cinco figuras geométricas correspondem aos elementos terra,água, fogo, ar e espaço, os quais, na sua forma estilizada simbolizam o corpo e a mente de um Buda.

 Nesta mesinha são deixadas oferendas dos devotos e visitantes para serem mais tarde recolhidas.
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 Sinais  de misticismo religioso marcam presença.

 Nesta curiosa e singela casinha de apoio informativo, que tem como pano de fundo, uma esplendorosa e infinita paisagem rural de montes e vales até ao Oceano Atlântico, vendem-se também recordações que despertem a curiosididade e interesse de devotos e visitantes.

No seu interior verificamos a existência de llinhas de velas e lamparinas devocionais acesas como oferenda espiritual.


 O Moínho do Malhão [Torre Branca], um símbolo e uma marca de referência, alcandorado lá no cimo da Serra do Caldeirão.
Oferendas de maior vulto e responsabilidade poderão ser alí entregues.
A cultura budista, baseada na não violência, muda a nossa maneira de ser. Tornamo-nos mais reflexivos, menos emocionais.

As energias renováveis estão presentes e consubstanciadas neste painel solar.
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 Outros recursos naturais que neste Inverno são um valioso contributo para aquecimento do corpo e da alma.

O Snack - Bar MIRAMAR, situado no ângulo noroeste, é um ponto de referência, faz jus ao nome - dali pode avistar-se o próprio mar.


cajoco

Fonte: O BUDISMO TIBETANO - Don Farber [adaptação]
Fotos: cajoco

sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

" África / Moçambique "

 África só sente quem lá esteve. O contacto com aquela gente humilde que ali vive, que quase nada tem para comer, naquela miséria envolvente, era contrastante naquela imensidão de terra que era [e é] aquele continente.

Assim, proporciono-vos uma  viagem fotográfica, a preto e branco, com fotos antigas [anos 60] em  Moçambique, de Sul para Norte - à memória de outros tempos - Dando conta da minha actividade profissional, procurando estabelecer uma cronologia dos acontecimentos.


Na Casa de Ferro [Monumento Histórico]  situado no jardim exterior da Direcção dos Serviços Geográficos e Cadastrais de Moçambique, em Lourenço Marques, com os colegas Silva Carvalho e Pimentel.

Por entre o caniço a sul do rio Save - na zona da Manhiça.


Fazendo medições de uma base com telurómetro, no foral da Manhiça, instalando-se uma estação de telurómetro em cada um dos extremos da base.

Visita do Administrador do Concelho da Manhiça ao acampamento - um acto solene propício para uma foto.

Com o meu staff [Armando, Manuel e Fabião], então já no Gabinete de Estudos de Hidráulica da Direcção de Obras Públicas de Moçambique.

 Um momento de pausa, com o hidrometrista  Garcia e o auxiliar Sebastião, para uma pose no Ile, em plena Zambézia.

Idem, de Land Rover, na Zambézia, comendo uma bucha, já no mato e em plena picada. Às vezes as viaturas ficavam atascadas no matope  [lama barrenta], demorávamos horas a tirá-las de lá.  

O rádio e a ponto 30, sempre à mão, eram companhia indispensável.


Medições num perfil do rio Licungo [Zambézia], com o secretário Domingos e o guarda-costas  Macubana.


Travessia no rio Lugela, na Zambézia, próximo da zona das plantações de chá [Chá Tacuane,Chá Lugela e Chá Madal].


Um batuque no terreiro do acampamento, junto a uma povoação, tamborilando e timbilando [Calrão, Aniceto, Severo de Almeida, Jorge e Silva... divertido].
Com o hidrometrista Aniceto, tocando timbilas [marimbas] perante o gáudio de quatro admiradores [Zangaroti, Silva, Chá Leva e Repolho].

O hidrometrista Aniceto, numa medição do caudal num perfil no rio Licungo, o barco virou e ele ficou afogado com o barco por cima. Que a sua alma descanse em paz, bem como a de outros que por lá ficaram.

Há coisas que nunca se apagam na nossa memória.

 cajoco

domingo, 2 de Fevereiro de 2014

Vistas de Alcácer do Sal

Desta vez convido-os a viajar até Alcácer do Sal, no Litoral Alentejano, partilhar história e emoções. 

Alcácer do Sal é uma das mais antigas cidades da Europa, fundada antes de 1000 a. C.  pelos fenícios. Assim como as vizinhas e também fenícias Lisboa e Setúbal, fornecia sal, peixe salgado, cavalos para exportação e alimentos para os barcos que comerciavam estanho com a Cornualha.
Durante o domínio árabe foi capital da província de Al-Kassr. D. Afonso Henriques conquistou-a em 1158. Reconquistada pelos mouros, só no reinado de D. Afonso II, e com o auxílio de uma frota de cruzados a cidade foi definitivamente conquistada, tornando-se cabeça da Ordem de Santiago.

A admirável Zona Ribeirinha, marginada de casas brancas, vista da margem esquerda do rio Sado. No alto da colina pode-se ver o que resta das muralhas e das grandes torres do castelo muçulmano.
Em primeiro plano o Galeão do Sal  "AMENDOEIRA" recuperado, que realiza passeios turísticos no rio Sado, para ver os golfinhos no seu habitat natural..

Acesso rodoviário do lado sul à Ponte Levadiça ou Elevatória.

Ponte Levadiça ou Elevatória vista de outro ângulo sobre o rio Sado.


Sobre a colina do Castelo, ao lado esquerdo entre  duas Torres divisa-se a Pousada D. Afonso II.

A Igreja de Santa Maria do Castelo, de estilo românico-gótico do Sec. XII,  no topo da colina sobranceira a Alcácer do Sal. À direita a Torre mais avançada do Castelo.

A Igreja de Santiago, com o seu exterior sóbrio, despojado e rectilínio,   no meio do casario branco, próxima da zona Ribeirinha.

A Ponte Pedonal

O percurso pedonal estende-se na margem esquerda do rio.

A Ponte Ferroviária de Alcácer do Sal, também conhecida por Ponte de Alcácer ou Ponte de Alcácer do Sal, é uma infraestrutura ferroviária da Linha do Sul  que cruza o rio Sado junto à localidade de Alcácer do Sal, em Portugal

Entre as planícies que ladeiam o rio dominam extensos arrozais.


Fonte: Google [Adaptação]

Fotos: cajoco


quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

" TERMINAL XXI "

 O Porto de Sines é o maior porto de Portugal. Continua a bater recordes de mercadorias.


No 1º semestre de 2013 o Terminal de Contentores de Sines - Terminal XXI, regista um impressionante aumento  de 62% face a período homólogo de 2012, ultrapassando os 422 mil TEU [Twenty-foot Equivalent Unit] acumulados.





A MSC Mediterranean Shipping Company,   representa mais de um quarto do mercado da CP Carga e a totalidade dos transportes de e para o Porto de Sines.


A MSC passou ainda a fazer 15 escalas semanais no Terminal XXI, oferecendo às empresas localizadas  no Porto de Sines ligações diretas aos principais mercados de exportação e importação, com grandes poupanças de tempo de trânsito.


Fonte: Porto de Sines/revista [adaptação]

Fotos: cajoco

segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

" Já não há educação !... "

Assinalo o regresso do Azimute, dado que, segundo palavras do amigo Luis Coelho, a vida continua...



Tim-tim Carvalhosa! - ficou popular o anúncio do revisor ao accionar a campaínha naquela zona da cidade do Porto.

...Um dia o Chico sentou-se no carro eléctrico num dos lugares logo à entrada.
Uma senhora ficou de pé e não achou bem que não lhe cedessem o lugar. E comentou:
- Já não há educação!...
Dada a insistência da senhora no comentário, o Chico, fazendo-se de novas, saiu-se com esta.
- Hom' essa! Minha senhuora, educaçom há; o que não há é lugares!.


Fontes: email recebido / PORTO naçom de falares [Adaptação]

Foto: cajoco

terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

" SerõeS de InvernO "




As noites no Inverno  em Vilarinho da Castanheira [Trás-os-Montes] eram longas e frias, não faltava a chuva e a neve por vezes atravancava no exterior as portas das casas. Os dias eram curtos e sombrios.

O elemento fundamental da nossa família era o almoço e o jantar, sempre a horas.

Nas noites de Inverno, o Dr. Belarmino, depois do jantar e de tratar os animais domésticos, passava por vezes tempos infindos ensimesmado à lareira, ajeitando os canhotos e as brasas, atiçando o fogo com as tenazes, como que procurando ver saltar as chispas de algumas recordações. Por vezes acompanhava este movimento assobiando entre dentes baixinho.

Recordo «momentos raros» do meu pai a falar connosco, rir connosco e quando me sentava num banco a seu lado, enfiando por vezes a cabeça debaixo da aba do seu casaco. Então ele trauteava baixinho: «Quand j’etai petit je n’etai pas grand / j’allai à l’écolle comme un petit enfant / un sou dans ma poche l’autre dans ma main /»

Ao serão o meu pai passava uma vista de olhos pelos deveres que tinha feito após o regresso da escola. Procurava tirar-me sempre algumas dúvidas.
Para além dos problemas e de outras matérias, fazia ditados e lia sempre em voz alta a lição para o dia seguinte.

Recordo a seguinte passagem: Um dia ao ler um texto intitulado: - A Emilita – a certa altura eu lia: a «Emilinha» é boa dona de casa e gosta de ajudar a mãe. Quando deveria ter lido: a «Emilita». O meu pai mandou-me ler mais vezes. Eu lia sempre de cor «Emilinha» em vez de Emilita. Até que, já desesperado, berrou-me: «Emilita seu burro! Emilita é que é!»
A minha mãe interveio, dizendo que aquilo não eram termos para ensinar uma criança. Eu, que já estava habituado àquelas exuberantes manifestações , retorqui logo à minha mãe: « Não se meta! Isto é só entre nós os dois!»



Com esta saudosa evocação, o Azimute permite-se a uma pequena pausa, reiterando a tod@s votos de um BOM NATAL e um FELIZ ANO 2014.

Jorge

Fotoautor: cajoco


sábado, 7 de Dezembro de 2013

"JOSÉ SARAMAGO - 90 ANOS"

No átrio do Centro de Artes de Sines [CAS] , organizada pela Câmara Municipal de Sines, está, de 3 a 31 de Dezembro, uma exposição cedida pela Fundação José Saramago.



Para além de retratos de José Saramago da autoria de ilustradores portugueses e espanhóis, os restantes paineis apresentam textos e dados biográficos do autor.


José Saramago foi alvo de um certo preconceito e paternalismo intelectual por não ser universitário.  
Fêz estudos secundários, por dificuldades económicas não pode prosseguir.

O Prémio Nobel converteu os seus depreciadores em aduladores.



José Saramago deixou uma vasta obra literária, da poesia à prosa, passando pelo conto e pelas obras para teatro.


Os seus editoriais no Diário de Lisboa marcaram uma época.



Fonte: Google [adaptação]

Fotos: cajoco

domingo, 24 de Novembro de 2013

" Zarpar & Amarar "

O Porto de Sines, porto de águas profundas, reune todas as condições para funcionar como porta de entrada para o Mercado da Península Ibérica e para a Europa.


O Sol mergulhava na linha do horizonte; a luz do entardecer reflectia-se no navio que acabava de zarpar e abandonar o Terminal de Gás Natural Liquefeito, do Porto de Sines.


Os rebocadores de atalaia, apoiavam o navio nas manobras de saída, até ele conseguir  



autonomia para amarar.

O Porto de Sines é um porto moderno,  considerado o maior porto exportador nacional, em expansão, gerando crescimento da actividade económica, e da própria cidade de Sines.  

Fotoautor: cajoco