Porto de Sines

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

O BARDO DO SONHO

O bardo do sonho dura desde o momento de se começar a dormir até ao momento de se acordar e inclui o sonhar e o dormir sem sonhar. Adormecer é considerado semelhante ao processo de morrer, dado que a consciência gradualmente se vai esvaindo. O estado inconsciente que ocorre quando o sono nos toma é encarado como sendo a mente a descansar no seu estado natural. Para utilizar oportunidades que este bardo oferece, é necessário ver a vida acordada normal como insubstancial e ilusória, como o estado do sonho - prática do "corpo ilusório".
A prática do corpo ilusório procura inverter a nossa dependência da vida comum consciente através de práticas destinadas a controlar os sonhos, simples emanações da vida de sonho. Uma interpretação do bardo do sonho pode assim levar-nos a uma visão da natureza ilusória de todos os fenómenos, à medida que nos apercebemos que a nossa vida acordada não é diferente do estado de sonho.

in O Caminho Tibetano

12 comentários:

Regina Rozenbaum disse...

Jorge, amado!
Como gosto dessas reflexões...Hoje, em especial, carecia de me lembrar de toda filosofia budista-tibetana..."Se houvesse algo que não tivesse partes, esse algo poderia ser independente; mas não há nada que careça de partes."
Beijuuss n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

Vitor Chuva disse...

Olá Jorge!

Esta é certamente uma maneira diferente de olhar a vida, interessante por contraste com aquela a que no mundo ocidental estamos habituados. Eu, confesso, pouco conheço desta forma oriental de explicar a nosa existência, ainda que ache que conhecer a mesma só nos enriquecerá.
Gostei de ler.
grande abraço.
Vitor

manuel marques disse...

"A vida é um sonho, mas sonhar não é viver ..."

Abraço.

Jorge disse...

Rê amiga,
Grato pela sua presença.
Reflectir, é a melhor maneira de entendermos os nossos sentimentos.
Devemos aceitar a ideia de que algo de indemonstrável existe. O nada era certamente mais cómodo.
Um abraço amigo.

Viva Vitor,
Obrigado por brindar, com a sua assídua e estimada presença, este espaço que é também seu.
Temos muito que aprender com a milenária sabedoria do oriente. Estas abordagens, não são mais que um exercício de aprendizagem.
Um abraço amigo.

Manuel Marques,
A sua presença é um estímulo para esta partilha de reflexões e ideias.
"O sonho comanda a vida".
Um abraço.

Osvaldo disse...

Caro Jorge;

o estado segundo do sono, leva a que a mente trabalhe mais que o normal. Quando o corpo se encontra em actividade de vida, ou seja, acordado, a mente apenas se preocupa com o que vê, o que sente, o que é palpável...
O facto do corpo adormecer leva a que a mente redobre sua actividade porque é imperactivo que não adormeça e então acontessem os sonhos como numa necessidade de continuar activo.

Belo tema, este que o Jorge nos oferece hoje.

Um abraço.
Osvaldo

Kimbanda disse...

Amigo e estimado Jorge
Gostaria eu ainda assim compreender o fenómeno.
Vim desejar-lhe uma óptima semana e deixar o meu kandando

Graça Pereira disse...

Jorge, meu Amigo
Não sei se o sonho é a continuação da vida (talvez em câmara lenta...) não sei...mas últimamente tenho tido sonhos que só podem ser entendidos através de interpretações, semelhanças...ou será que são sinais?
É um mundo ainda muito confuso ( na minha óptica) mas que tem, sem dúvida, ligações com o que já se viveu ou se vive.
Gostei desta postagem!
Beijo e boa semana
Graça

Jorge disse...

Prezado Osvaldo,
Grato pela sua opinião.
Há quem interprete o sono profundo como um estado de inconsciência...
O "bardo", é um termo tibetano; também se pode referir ao estado de transição entre dois estados. Por exemplo, entre o passado e o futuro - o presente - é um "bardo".
Um abraço.
Jorge

Kimbanda Amigo,
Concordo consigo. Este tema é difícil e até polémico. Não existem conceitos absolutos...
Um forte abraço e óptima semana.

Amiga e Conceituada Graça,
A sua presença é sempre aguardada com expectativa.
Se houver problemas que nos preocupam, temos sonhos mais marcantes, que tendem mais fàcilmente a ser recordados. Outros são até premonitórios...
Uma semana luminosa para si.
Bj

Kimbanda disse...

Olá Jorge, estimado amigo:
Passei a agradecer a sua companhia e deixar o meu habitual e forte kandando

Multiolhares disse...

Por isso se diz que estamos sempre adormecidos, quando na realidade dormimos e quando estamos acordados, enquanto não despertarmos dos mundos internos jamais sairemos deste mundo "Maia" das ilusões, quando a mente esta desperta o corpo fisico dorme mas o astral o causal ou budico esses nas dimensões superiores acabam por trazer quando acordamos e nos lembramos dos sonhos ensinamentos para a continuação do despertar
beijinhos

puga assis disse...

“Uma noite, uma mulher ouviu o marido, durante o sono, a dizer repetidas vezes: «Kalama, querida.» A mulher tinha ouvido claramente aquilo que o marido dissera. De manhã, a primeira coisa que ela fez foi perguntar-lhe:
- Quem é essa «Kamala, querida»?
- Não é ninguém – respondeu o homem - , é apenas o nome de uma égua. Tenho andado a pensar apostar nesse cavalo. Tu sabes que a época das corridas está a aproximar-se.
Enquanto o casal falava sobre esse assunto, tocou o telefone.
O homem correu para o telefone, mas a mulher disse:
- Deixa que eu atendo.
Em seguida passou o telefone ao marido :
- A égua «Kamala, querida» quer falar contigo.
Mesmo durante o sono, a pessoa não é livre de dizer coisas.”
In: Acreditar no Impossível de OSHO
Grande Abraço.

Jorge disse...

Kimbanda Amigo,
O prazer é recíproco. Avida é a arte do encontro.
Delicadeza é a sua maneira de estar, que muito considero.
Um forte abraço.

Multiolhares,
Grato pela sua presença.
O nosso profundo incnsciente sabe mais que aquilo que partilha com a nossa consciência, por isso sonhamos coisas que por vezes acontecem, às vezes sem saber que já sabiámos.
Um abraço amigo.

Zito Solidário,
Obrigado pela tua, SEMPRE CONSIDERADA, opinião.
A Kalama arranjou um grande "quiproquó".
Se houver problemas que nos preocupam, teremos sonhos mais marcantes, que tendem mais fácilmente a ser recordados, como foi o caso...
Um grande abraço.
Jorge