Porto de Sines

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domingo, 17 de julho de 2011

Porto / Colégio Almeida Garrett [1]

Concluida a Instrução-primária, ainda não tinha completado dez anos, deixei Vilarinho da Castanheira, a fim de me preparar para o exame de admissão aos liceus, como aluno interno no Colégio Almeida Garrett no Porto.

Na Praça Coronel Pacheco há dois portões gémeos, um de cada lado, o da esquerda era do Colégio Almeida Garrett, para rapazes e o da direita do Liceu Carolina Michäelis, para raparigas. Os edifícios das duas instituições eram semelhantes.

Dei entrada no Colégio acompanhado pelo meu pai, sendo recebidos pelo Padre Avelino que promoveu a todas as formalidades necessárias ao processo da minha admissão. Mandou também chamar um aluno – o Farinha – que encarregou de me mostrar as instalações do Colégio.

Adaptei-me facilmente, tendo-me até despedido do meu pai um pouco à pressa preocupado com um colega que tinha acabado de chegar e estava a chorar. Eu e o Farinha lá o fomos confortar.

Em Outubro fiz o exame de admissão, no então liceu D. Manuel l, com a classificação final de 13 valores. Foi a melhor nota dos alunos do colégio. Os meus pais apareceram de surpresa, no corredor do liceu, após o exame.  Eu estava feliz, embora com um aspecto esgrouviado e com um enorme nó na gravata.

O Padre Venceslau, «O Ratão» -  director de disciplina, ofereceu-me uma corneta em barro como prémio. Eu, radiante, no recreio toquei a corneta alto e bom som. Resultado…«O Ratão» mandou-me chamar, pediu para a guardar até às férias do Natal. Nunca mais lhe pus a vista em cima.

O Colégio Almeida Garrett, com internato e externato, tinha um ideário religioso, imagem de rigor e disciplina conducentes a criar hábitos de estudo e convívio em grupo. Havia horas para tudo. O toque da sineta – a cabra, como lhe chamávamos alertava-nos para o início e o fim das actividades.

Era dirigido por cinco directores: os Padres Guimarães Dias, Adão e Avelino. O Dr. Aguiar e o Eng.º Araújo. Os dois primeiros eram ainda do tempo em que o meu pai frequentou o Colégio.

Os professores eram dos melhores - óptimos. De alguns só retive as alcunhas. Recordo alguns nomes: Manarte, Morgado e Eduardo Pinheiro – Português, Soutinho – Desenhoe Matemática, «o Laberco» – Matemática, Portocarrero – Geografia, Ramôa – Ciências Naturais, «o Bacalhau» e o «Chation» – Francês, etc.

Ainda me recordo das primeiras frases, que o professor de Francês escreveu no quadro: Noblesse oblige e Heurreur à la paresse. E do professor de Inglês: Struggle for life... 

 Não tenho memória de no Colégio haver indisciplina nas aulas ou fora delas.

Não éramos santos. Havia copianços e algumas faltas às aulas, os professores tinham as suas alcunhas, mas tudo se resumia a isso mesmo. Num momento de maior barulho na aula, uma observação ou franzir de sobrolho do professor bastava para que voltasse o silêncio.

Quando algum aluno pisava o risco era convidado, pelo professor a sair da sala de aula [neste aspecto, retenho uma frase do professor de Inglês: "mé filho fecha a porta por fora..."; depois o Director de Disciplina resolvia o assunto com um castigo adequado. Normalmente, o aluno prevaricador, ficava impedido de ir para o recreio ou em casos mais graves impedido de sair aos domingos, quer na companhia dos prefeitos ou da família.

Fora das aulas os alunos eram acompanhados em permanência pelos prefeitos -  nas salas de estudo, no refeitório, nos recreios, na capela, nos dormitórios, etc. Recordo o Taveira [muito severo] e o Sampaio e Melo - os nomes mais sonantes.

O Taveira e o Sampaio eram professores na Escola Primária do Colégio, cujo edifício ficava afastado dos pavilhões principais, ao fundo das áreas dos recreios, junto ao enorme quintal do Colégio.

A actividade diária começava às 6h30 com o toque da cabra, levantávamo-nos, lavávamo-nos, vestiamo-nos e seguiamos em forma dois a dois para a capela rezar. Daqui para a sala de estudo até às 8h15, donde seguíamos sempre em forma para o refeitório a fim de tomarmos o pequeno-almoço, seguindo-se o recreio, onde jogávamos à bola ao berlinde e aos polícias e ladrões.

Às 8h50 a incansável cabra dava por terminado o recreio, para irmos à sala de estudo buscar os livros e cadernos necessários para assistirmos às aulas que começavam às 9h00 prolongando-se até ao meio-dia, com dois intervalos de permeio.
Findo este período de aulas, seguíamos para os respectivos dormitórios, para nos arranjarmos para o almoço, indo, sempre em forma.
Durante o almoço, mantinhamo-nos em silêncio até acabarmos de comer a sopa. Então, o silêncio era interrompido pelo prefeito que em voz alta dizia: «Podem falar». Então podíamos falar à vontade até ao fim da refeição. No fim seguia-se o recreio, daqui para a sala de estudo e para as aulas que começavam às duas e terminavam às cinco.

Novamente lanche, recreio, salas de estudo, dormitórios, jantar, recreio, salas de estudo, capela, e dormitórios, terminando o dia às 21h30. Era esta a rotina diária no colégio. 


Actividades físicas e religiosas

Tínhamos várias actividades de Educação Física duas vezes por semana. Podiam ser exercícios ao ar livre, no espaço dos recreios, ou ginástica aplicada no ginásio com aparelhos: exercício nos espaldares, saltos de plinto com trampolim, subir as escadas de corda e as cordas até ao tecto e ainda os exercícios em argolas.

Por vezes, aos sábados, realizavam-se Saraus de Ginástica Aplicada em que se exibiam os melhores alunos na disciplina e o próprio Prof. Edgar Tamegão, que fechava sempre a exibição de cada exercício, precedido pelo Monterroso, Madureira e Salazar, que eram os melhores alunos em aparelhos e nos saltos em trampolim.


Havia também o Orfeão do Colégio, de que fazia parte, dirigido pelo Professor Tino, com o seu inseparável lamiré, com que assinalava o começo de qualquer canção.ou composição musical. Usava sapatos com polainitos, muito em voga naquela época.




Aos Domingos e Feriados religiosos, na parte da manhã. Assistíamos à missa na Capela do Colégio. Umas vezes celebrada pelo Padre Adão, outras pelo Padre Avelino. O sacristão era o José da Rocha Macedo, ex-seminarista, meu amigo e colega de turma.

Texto. Cajoco
Imagens Google

25 comentários:

vitorchuvashortstories disse...

Olá, Jorge!

Mais do que recordações do passado, e olhando aos tempos que hoje vivemos, o que o Jorge aqui relata mais parecem memórias de uma civilização perdida, ou mesmo doutro planeta...
Diz-se que no meio termo é que estará a virtude, mas neste país de agora apetece dizer que a virtude já não mora em lado nenhum...Passou-se dum extremo ao outro, nos comportamentos e também nos resultados: 60% de negativas a um vulgar exame de matemática diz tudo sobre o caminho que a educação, e não só, levou neste país...!
Achei graça à história do pífaro de barro; senão era para nele tocar, era então para quê ...?
Gostei de ler; foi um olhar sobre o passado, ainda que o meu fosse bem menos duro.
Abraço amigo.
Vitor

manuel marques disse...

Completamente de acordo"civilização perdida."

Abraço.

acácia rubra disse...

A ler e a recordar.

Nunca estive interna, mas um ramo da minha família teve um Colégio com a dupla valência de internato e externato ( feminino e masculino). Quando os incidentes em Angola começaram e apesar de estarmos em S. Tomé, os meus Pais mandaram-nos ( a mim e ao meu irmão) para cá e, mais tarde, sempre que havia férias, que se prolongavam por mais meses e invadiam o ano lectivo, eu frequentei esse Colégio. Não tinha a componente religiosa tão marcada como o seu, mas o quotidiano era semelhante. Também eu frequentava as salas de estudo por opção. Achava o máximo!Brinquei,joguei ao prego e ao mata...e, como tinha uma espécie de 'livre trânsito' levava as cartas dos e das para os respectivo(a)s namorado(a)s, no outro lado da rua que dividia o 'Masculino' do 'Feminino'.

Hei-de fazer um texto sobre isso.

Obrigada Jorge

Beijo

Jorge disse...

Amigo Vitor,
Obrigado pela sua visita e amável comentário.
...Não era um pífaro, mas sim uma autêntica corneta em barro, muito semelhante ao cornetim dos músicos.
Era preciso ter pulmão para a fazer tocar.
Abraço,
J

Jorge disse...

Acácia, Atenta Amiga,
Gosteido seu comentário. Obrigado.
...As cartas que vinham pelo correio [como era o meu caso e doutros], eram todas censuradas pelo Director de Disciplina. Recebíamos os envelopes já abertos...
Bj
J

Laura disse...

Olááá Jorgeeeeeeeeeeee, Vilarinho da Castanheira não era por onde passava ou passeava o Eça a cavalo?, parece que li nalgum livro, há anos...

Já tenho o pc arranjado e já não demoro nada a entrar assim já não preciso de trazer a meia para fazer, só fiz uma das outras vezes que tinha de esperar, agora guardo tudo no saquito para quando demorar muito a entrar aqui...

beijitos da laura

casos e acasos da vida disse...

Olá Jorge,
Não sou saudosista, mas penso que o ensino em certos aspectos era melhor, tínhamos mais receio dos pais e dos professores, levávamos tudo mais a sério!
Eu tive um primo e padrinho que deu aulas no A. Garrett, chamava-se Ferreira Coelho!
Eu frequentei um colégio perto, na Rua da Torrinha, o Liverpool, do qual guardo as melhores recordações!
Grande abraço,
Manuela

Jorge disse...

casos e acasos da vida,
Olá Manuela,
O título do seu blog vem mesmo a propósito. Só que na vida, a meu ver, nada acontece por acaso.
Recordo-me perfeitamente do Colégio Liverpool. Situava-se na Rua da Torrinha, do lado direito [para quem sobe] próximo da Rua de Cedofeita. Tinha um gradeamento, com lanças verticais que dava para a rua,ao lado esquerdo ficava o portão principal. Eu nasci num prédio, que fazia esquina, ali mesmo, do lado esquerdo.
Abraços,
Jorge

Janita disse...

Olá Amigo Jorge.
Cá está aquela parte que eu tanto esperava.
Que diferença entre esses tempos e os actuais. Bom aluno, bom colega e bom amigo. Valores hoje em dia quase perdidos. Creio já lhe ter dito que a minha filha andou a estudar no Liceu D. Manuel I.

Memórias vivas e primorosamente relatadas, meu querido Amigo.
Aguardo com grande expectativa a continuação.

Beijinhos

Janita

Jorge disse...

Janita AMIGA,
Quando escrevi este post lembrei-me logo de si, uma vez que aguardava a minha estória "tripeira". Aqui está ela!
O baú de recordações não é assim tão pequeno... tem continuação.
Bj amigo,
Jorge

Luís Coelho disse...

Boas recordações de outros tempos onde a vida e a educação também eram diferentes.
Agradeço a partilha e a escrita leve e atraente.
Existem memórias muito vivas dentro de cada um de nós. De quando em vez soltamos algumas.
Muitas outras ficarão por muitos motivos no silêncio dos tempos.

Para concluir penso que a educação hoje é um assunto para rever e pensar a sério. Os pais esqueceram-se de falar com os filhos e a partir de certa idade os filhos deixam de os procurar.
Falam quase como estranhos e esclarecem as dúvidas com os seus amigos. Caminham à descoberta e muitas vezes pela parte pior.

Parece-me urgente que se criem verdadeiros laços com os nossos meninos e que eles sintam os pais como os seus melhores amigos....

Jorge disse...

Olá Luis,
Belo comentário o teu, que contem óptimos ensinamentos merecedores [como sempre] de uma reflexâo.
Designadamente no que se refere à proximidade dos pais com os filhos, e, porque não, também com os avós. Ambos são pilares da família.
Um abraço.
J

Graça Pereira disse...

Olá Jorge
Eu tambem fui educada num colégio de freiras mas, como externa! Não com tanta severidade como tu porque, como sabes, em Moçambique, a "liberdade" já chegara há muito tempo...Mas tinhamos o mesmo espírito de grupo e formação religiosa que nos era dada e que, de certo modo, todos aceitavam com muito carinho. Não tinhamos missa diária mas, antes de cada aula, benziamo-nos e diziamos uma pequena oração. No mês de Maio, no intervalo grande, os alunos eram convidados a irem à capela rezar o terço. Ia quem queria até porque, havia muitos alunos muçulmanos e de outras religiões. O colégio era misto e as aulas tambem. Só nunca entendi uma coisa: nos intervalos, os rapazes tinham um espaço e as raparigas, outro!! Vai-se lá saber porquê...


As tuas recordações abriram as páginas do meu album onde as minhas, lá estão ainda tão vivas.
Obrigada.
Beijo e boa semana.

Regina Rozenbaum disse...

Por aqui também tinham esses internatos. Normalmente frequentados por aqueles que iriam se tornar padres ou freiras! Apesar de darem uma educação primorosa, a rigidez era tanta e tamanha que deixou marcas indeléveis em muitos internos. Graças a D'us não sou dessa geração...meu tempo era mais moderno rsrs.
Beijuuss, amigo, n.a.

Jorge disse...

Amiga Rê,
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra...
Havia e há internatos e...internatos. Nâo confundir ainda com seminários.
O Colégio Almeida Garrett [os seus cerca de mil alunos, internos e externos, frequentavam as mesmas turmas] não desmerecia o seu patrono.
Foi lá que adquiri formação e hábitos que sempre nortearam positivamente a minha maneira de ser e estar.
Dou graças a Deus por ser da minha geração. Todas as gerações tiveram, têm e hão-de ter problemas. Uns conseguem ultrapassá-los, outros, menos felizes, ficam pelo caminho.
Aquele Xião.
Jorge

Lis disse...

Oi Jorge
Li com prazer essa bonita parte da sua vida, a vida escolar .E continuei a leitura dos comentários que acaba sendo uma continuação interessante pelo diálogo que dá mais luz ao texto principal.
São vicencias diferentes ,mas todoas com sentimentos de saudade de um precioso tempo nunca esquecido.
Minha realidade brasileira não é assim tão diferente da sua, estudei em colegio tipo internato(como externa) e dirigido por Padres católicos , e a disciplina era um ponto forte. O respeito aos professores era marcante , o que nao vemos mais nos dias de hoje.
Gostei muito do seu texto Jorge.
Volto pra continuação, que merece! rs
abraço

Jorge disse...

Lauriiinha...
Desconheço essa faceta de cavaleiro de Eça de Queirós???
Regozijo-me pelo PC já estar arranjado, fazendo votos por não teres que abrir o saco da meia...
Bjis
J

Jorge disse...

Graça Amiga,
Os teus comentários são sempre lidos com satisfação e só valorizam este modesto espaço.
A missa era só aos Domingos e dias Santos.
Durante a semana íamos à capela só para rezar umas orações, coisa de mais ou menos cinco minutos.
Bj
J

Guma Kimbanda disse...

olá amigo e estimado Jorge.

na Huíla (Sá da Bandeira) Angola, estive como interno num colégio.
o director era o padre Serrano que muitos como eu, não o esquecerão pela rigidez com que governava aquele espaço.
talvez com algum exagero na disciplina, mas hoje que já passou, vejo o bem que me fez e como me preparou para a vida.
a partir deste texto viajei a outros tempos e voltei várias vezes ao presente e sobra uma grande tristeza por assistir à falta de educação e preparação de muitos dos nossos jovens de hoje e verificar que pais e instituições se demitiram das suas obrigações.
quando se depara com um jovem bem formado enaltecemos aquilo que deveria ser uma coisa normal e o contrário é que nos devia fazer estranheza. algo está errado!

li a anterior postagem e fiquei com a sensação de que hoje muito precisava de uma lição assim.

bem haja.
meus kandandos e obrigado.

Laura disse...

Ahhh, Jorgeeeeeeeeee biste, biste, falai no mau, bati à porta e já me preparava para me sentar no banquinho que lá puseste para não ter de espera muito tempo de pé...olha, esqueci que o pc já está todo a suar com os calores que pouco descanso lhe dou, e, levei c'a porta no nariz, minha nossa... tala força com se abriu.

Beijinhos de bom fim de sexta feira...ai moço se tivesse os meus livros ia lá procurar essa passagem do Eça, mas como foram todos por água abaixo, ou antes; água acima..numa enxurrada que inundou a garagem até ao tecto, foi tudo, livros que trouxe de angola e a maioria o pai comprava para a sua nina se instruir..e bem aproveitei...

beijinhos da laura

Jorge disse...

Olá Lis,
Ainda bem que gostou do post e dos comentários. Obrigado!
O tema aviva as memórias da infância e da juventude de cada um, perduram, fazem parte de uma época dourada.
Vou continuar e aguardo, como sempre, a sua opinião.
Retribuo o abraço,
J

Fernanda disse...

Nasci e vivi no Porto a maior parte da minha vida, já longa :(
Estudei sempre em Escolas Públicas, mas sei como funcionavam os Colégios com semi ou internato completo.
Havia um perto da minha Escola e namorei um rapaz do colégio...
O coitado não saia de lá nem para falar comigo, só aos fins de semana para ir a casa.
Confesso contudo, que apesar de discordar com muita coisa errada no meu tempo, hoje em dia caiu-se no extremo oposto e não há nada, nem regras nem ensino.
NADA!

Já o meu filho, frequentou dois colégios de freiras, um perto do meu emprego, em Vila Nova de Gaia, o da Bonança, e mais tarde um outro na Maia, mas acabou por passar para o público.
Infelizmente nem num nem no outro aprendeu grande coisa ... ah! sim! Aprendeu a rezar!

Abraço

Jorge disse...

GUMA...? Kimbanda Amigo[s]...?[um enigma ainda por decifrar].
É sempre um prazer enorme poder ter a sua original opinião. Kanimambo!
Todos nos recordamos algo que poderíamos ter feito melhor mas... o remédio é fazermos o melhor possível doravante.
Um forte kandando do amigo,
Jorge

Jorge disse...

Lauriiinha!
O banquinho fica reservado, em regímen permanente, por causa das dúvidas...
Quanto aos passeios do Eça a cavalo, vou pesquisar e depois digo alguma coisa.
Bjis
J

Jorge disse...

Fernanda,
Como poderá ter lido, em comentários que antecedem, também sou tripeiro.
Durante a semana também não saíamos do colégio, só aos domingos. Namorar não era fácil...
O seu filho ainda aprendeu algo de bom... saber rezar. Não é tão fácil como isso...
Abrs
J