Porto de Sines

Porto de Sines

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

" TERMINAL XXI "

 O Porto de Sines é o maior porto de Portugal. Continua a bater recordes de mercadorias.


No 1º semestre de 2013 o Terminal de Contentores de Sines - Terminal XXI, regista um impressionante aumento  de 62% face a período homólogo de 2012, ultrapassando os 422 mil TEU [Twenty-foot Equivalent Unit] acumulados.





A MSC Mediterranean Shipping Company,   representa mais de um quarto do mercado da CP Carga e a totalidade dos transportes de e para o Porto de Sines.


A MSC passou ainda a fazer 15 escalas semanais no Terminal XXI, oferecendo às empresas localizadas  no Porto de Sines ligações diretas aos principais mercados de exportação e importação, com grandes poupanças de tempo de trânsito.


Fonte: Porto de Sines/revista [adaptação]

Fotos: cajoco

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

" Já não há educação !... "

Assinalo o regresso do Azimute, dado que, segundo palavras do amigo Luis Coelho, a vida continua...



Tim-tim Carvalhosa! - ficou popular o anúncio do revisor ao accionar a campaínha naquela zona da cidade do Porto.

...Um dia o Chico sentou-se no carro eléctrico num dos lugares logo à entrada.
Uma senhora ficou de pé e não achou bem que não lhe cedessem o lugar. E comentou:
- Já não há educação!...
Dada a insistência da senhora no comentário, o Chico, fazendo-se de novas, saiu-se com esta.
- Hom' essa! Minha senhuora, educaçom há; o que não há é lugares!.


Fontes: email recebido / PORTO naçom de falares [Adaptação]

Foto: cajoco

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

" SerõeS de InvernO "




As noites no Inverno  em Vilarinho da Castanheira [Trás-os-Montes] eram longas e frias, não faltava a chuva e a neve por vezes atravancava no exterior as portas das casas. Os dias eram curtos e sombrios.

O elemento fundamental da nossa família era o almoço e o jantar, sempre a horas.

Nas noites de Inverno, o Dr. Belarmino, depois do jantar e de tratar os animais domésticos, passava por vezes tempos infindos ensimesmado à lareira, ajeitando os canhotos e as brasas, atiçando o fogo com as tenazes, como que procurando ver saltar as chispas de algumas recordações. Por vezes acompanhava este movimento assobiando entre dentes baixinho.

Recordo «momentos raros» do meu pai a falar connosco, rir connosco e quando me sentava num banco a seu lado, enfiando por vezes a cabeça debaixo da aba do seu casaco. Então ele trauteava baixinho: «Quand j’etai petit je n’etai pas grand / j’allai à l’écolle comme un petit enfant / un sou dans ma poche l’autre dans ma main /»

Ao serão o meu pai passava uma vista de olhos pelos deveres que tinha feito após o regresso da escola. Procurava tirar-me sempre algumas dúvidas.
Para além dos problemas e de outras matérias, fazia ditados e lia sempre em voz alta a lição para o dia seguinte.

Recordo a seguinte passagem: Um dia ao ler um texto intitulado: - A Emilita – a certa altura eu lia: a «Emilinha» é boa dona de casa e gosta de ajudar a mãe. Quando deveria ter lido: a «Emilita». O meu pai mandou-me ler mais vezes. Eu lia sempre de cor «Emilinha» em vez de Emilita. Até que, já desesperado, berrou-me: «Emilita seu burro! Emilita é que é!»
A minha mãe interveio, dizendo que aquilo não eram termos para ensinar uma criança. Eu, que já estava habituado àquelas exuberantes manifestações , retorqui logo à minha mãe: « Não se meta! Isto é só entre nós os dois!»



Com esta saudosa evocação, o Azimute permite-se a uma pequena pausa, reiterando a tod@s votos de um BOM NATAL e um FELIZ ANO 2014.

Jorge

Fotoautor: cajoco


sábado, 7 de dezembro de 2013

"JOSÉ SARAMAGO - 90 ANOS"

No átrio do Centro de Artes de Sines [CAS] , organizada pela Câmara Municipal de Sines, está, de 3 a 31 de Dezembro, uma exposição cedida pela Fundação José Saramago.



Para além de retratos de José Saramago da autoria de ilustradores portugueses e espanhóis, os restantes paineis apresentam textos e dados biográficos do autor.


José Saramago foi alvo de um certo preconceito e paternalismo intelectual por não ser universitário.  
Fêz estudos secundários, por dificuldades económicas não pode prosseguir.

O Prémio Nobel converteu os seus depreciadores em aduladores.



José Saramago deixou uma vasta obra literária, da poesia à prosa, passando pelo conto e pelas obras para teatro.


Os seus editoriais no Diário de Lisboa marcaram uma época.



Fonte: Google [adaptação]

Fotos: cajoco

domingo, 24 de novembro de 2013

" Zarpar & Amarar "

O Porto de Sines, porto de águas profundas, reune todas as condições para funcionar como porta de entrada para o Mercado da Península Ibérica e para a Europa.


O Sol mergulhava na linha do horizonte; a luz do entardecer reflectia-se no navio que acabava de zarpar e abandonar o Terminal de Gás Natural Liquefeito, do Porto de Sines.


Os rebocadores de atalaia, apoiavam o navio nas manobras de saída, até ele conseguir  



autonomia para amarar.

O Porto de Sines é um porto moderno,  considerado o maior porto exportador nacional, em expansão, gerando crescimento da actividade económica, e da própria cidade de Sines.  

Fotoautor: cajoco

domingo, 17 de novembro de 2013

"Lenda da Senhora das Salas"



Capela de Nossa Senhora das Salas / Painel de Azulejos da Estação de Sines

Esta lenda trata da fundação da capela de Nossa Senhora das Salas. Pois conta a tradição que ela foi mandada fazer por uma princesa grega, que se chamava Vetaça ou Bataça, no cumprimento de uma promessa. Pois esta princesa integrara o séquito de D. Isabel de Aragão, a futura Raínha Santa, quando ela veio para Portugal, para casar com o rei D. Dinis.

Pois o barco em que viajava ficou envolvido numa violenta tempestade e D. Vetaça, dirigiu-se a Nossa Senhora, prometendo-lhe que, se escapassem ilesos, mandava construir uma capela em sua honra, no primeiro lugar em que varasse terra. E oferecia a relíquia do Santo Lenho, que sempre trazia consigo, ao primeiro castelo que avistasse.

E Vetassa ou Bataça, sã e salva chegou a terra, à praia de Sines e logo providenciou os estudos e à execução do templo a Nossa Senhora das - sabe-se lá porque razão - Salas. 



 Fonte de D. Betaça [junto à capela da Senhora das Salas]

Esta senhora viveu  até 1336 em Santiago do Cacém.

Seja como for assim viveu através dos séculos, a "Santa" que passou a padroeira de Sines e advogada dos pescadores.

Posteriormente, resolveu-se celebrar a sua invocação a 15 de Agosto, sendo um dos números do programa a tradicional procissão marítima.







  
Fonte: Excerto de "Lendas de Portugal" [adaptção].
Fotos: cajoco [Procissão de 15.Ag.2011]

domingo, 10 de novembro de 2013

"Os Magustos"

 O Outono cheira a S. Martinho, altura em que se faz a colheita das castanhas, é o mote das castanhas, da caça ás perdizes, dos cogumelos selvagens aos marmelos para comer e saborear.


Em Trás-os-Montes, Vilarinho da Castanheira, é terra onde a dureza das pedras é cortada pelo verde omnipresente dos castanheiros. A sua copa é frondosa; no Verão, enfeitada de ouriços ainda verdes, para em Setembro/Outubro se abrirem com as castanhas já maduras.

Os apetecidos e ansiados magustos, ao ar livre, no campo, então sucediam-se. Reuniam os amigos e familiares.

Fazia-se uma fogueira por baixo dos assadores com castanhas. Uma vez estas assadas eram descascadas e comidas acompanhadas de aguardente, vinho novo ou jeropiga. Adorava o cheiro a castanha assada.

Há que dar graças aos magustos, festa que sustenta muitos soutos do país.

O castanheiro [árvore mais abundante de cultura perene] devido ao seu grande porte e qualidade, também é apreciado pela qualidade da sua madeira necessária para os mais diversos fins, desde a construção de habitações ao simples uso como lenha.

cajoco

Fotos: Google

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Siniense? Sineense? Sinense?





Qual destas formas será preferível como adjectivo ou como gentílico para a nossa cidade de Sines?
Normalmente juntam-se os sufixos ao que se julga ser os radicais dos vocábulos em questão.
Desta maneira não surpreende que tenhamos: Arraiolos - arraiolense; Barcelos - barcelense; Messines - messinense; Silves- silvense, etc.

Em vista disto, tudo nos imporia para Sines o adjectivo e o gentílico sinense.
Vem depois a questão siniense, onde a analogia com ateniense fez valer os seus poderosos direitos e a tal ponto que o "espírito dos clássicos" impôs nos dois vocábulos académicos essa estranha forma siniense ainda mais estranha do que sineense, preconizada em1941 por Xavier Fernandes, Topónimos e gentílicos [I, p. 211]. Atrás dele foram a Grande Enciclopédia Luso e Brasileira e também a 10ª edição do Dicionário de Morais.

E assim este caso ficou com três aspectos discordantes oque não deixa de ser curioso:
1.- A regra manda que se diga sinense.
2.- A grafia oficial exige a escrita siniense.
3.- Certa lógica e alguns trabalhos pede o uso de sineense.

Como se verifica, cada cabeça..., mas com vantagem de o freguês poder escolher...




Fonte: PALAVRAS A PROPÓSITO DE PALAVRAS de José Pedro Machado [súmula]

Fotos: cajoco

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

" PELOURINHOS"

 Pelourinhos, eram  postes em praça pública, onde os condenados eram levados e aí amarrados e denunciados à execração pública.


Pelourinho de Silves
  • O pelourinho que existe actualmente na Praça do Município foi reconstruido na década de 90 do Séc. XX utilizando informações e fragmentos originais do Séc. XVI. São eles a parte superior, uma coroa decorada com elementos em forma de flor-de-lis e dois dos ferros originais.

      Pelourinho de Alvalade do Sado
No ano em que se comemoram os 490 anos do Foral de Alvalade Sado, a população desta vila alentejana vê de novo erguido na Praça D. Manuel I o seu pelourinho, uma aspiração de longos anos que só agora se vê concretizada. A cerimónia de inauguração teve lugar no passado dia 20 de Setembro p. p., o mesmo dia em que, há 490 anos, D. Manuel I outorgava em Santarém o foral de Alvalade.




Pelourinho de Santiago do Cacém
O pelourinho de Santiago resultou de uma encomenda que a Câmara Municipal fez ao canteiro José Miguel Rodrigues, no ano de 1844. A 1 de Junho do ano seguinte, a obra dava-se por concluída e a estrutura era montada no centro da Praça Conde de Bracial.
Desta forma, a estrutura da nova marca do poder municipal passou a assentar em três ordens de degraus, que foram seguidos de um plinto rectangular – epigrafado com a data de 1845 – e de um fuste oitavado, prolongamento de um capitel liso, rematado por um globo dividido em vários meridianos, que termina com uma cruz em ferro da Ordem de Santiago. Está classificado como Imóvel de Interesse Público.


"Os pelourinhos" pertencem à realidade dos dias de hoje em que os portugueses são fustigados e empobrecidos por uma execrável austeridade que atinge os funcionários públicos, os reformados, o estado social, designadamente a saúde e o ensino público.  

Fonte: Google

Fotos: cajoco