domingo, 20 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
" PELOURINHOS"
Pelourinhos, eram postes em praça pública, onde os condenados eram levados e aí amarrados e denunciados à execração pública.
Pelourinho de Silves
- O pelourinho que existe actualmente na Praça do Município foi reconstruido na década de 90 do Séc. XX utilizando informações e fragmentos originais do Séc. XVI. São eles a parte superior, uma coroa decorada com elementos em forma de flor-de-lis e dois dos ferros originais.
Pelourinho de Santiago do Cacém
O
pelourinho de Santiago resultou de uma encomenda que a Câmara Municipal
fez ao canteiro José Miguel Rodrigues, no ano de 1844. A 1 de Junho do
ano seguinte, a obra dava-se por concluída e a estrutura era montada no
centro da Praça Conde de Bracial.
Desta forma, a estrutura da nova marca do
poder municipal passou a assentar em três ordens de degraus, que foram
seguidos de um plinto rectangular – epigrafado com a data de 1845 – e de
um fuste oitavado, prolongamento de um capitel liso, rematado por um
globo dividido em vários meridianos, que termina com uma cruz em ferro
da Ordem de Santiago. Está classificado como Imóvel de Interesse
Público.
"Os pelourinhos" pertencem à realidade dos dias de hoje em que os portugueses são fustigados e empobrecidos por uma execrável austeridade que atinge os funcionários públicos, os reformados, o estado social, designadamente a saúde e o ensino público.
"Os pelourinhos" pertencem à realidade dos dias de hoje em que os portugueses são fustigados e empobrecidos por uma execrável austeridade que atinge os funcionários públicos, os reformados, o estado social, designadamente a saúde e o ensino público.
Fonte: Google
Fotos: cajoco
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
"EM MEMÓRIA DE 17 PESCADORES"
O acaso levou-me até à Lagoa de Santo André. Deparei surpreso com um penhasco ereto, isolado na areia da praia, próximo da lagoa. Na perspectiva dum olhar inusitado, avancei.
Deparei com um singelo monumento homenageando a memória de 17 infortunados pescadores que perderam a vida em 09.01.1963, quando na lagoa labutavam na faina da pesca.
Uma tragédia evocada 50 anos depois e que deixou marcas para todo o sempre.
O desatino
De uma onda gigante
Traçou-lhes o destino
Naquele mesmo instante.
cajoco
Fotos:cajoco
sábado, 28 de setembro de 2013
"PORTUGAL JOVEM"
O mar português representa uma superfície equivalente a 55% da Europa e 41,5 vezes o território emerso.
A utilização e exploração desta vasta zona representa o nosso maior desafio.
A utilização e exploração desta vasta zona representa o nosso maior desafio.
PORTUGAL
JOVEM - A razão de ser deste nome sugere a necessidade imperiosa de
ministrar cursos de formação que incentivem os jovens na busca de qualificação
adequada às exigências profissionais da arte da faina na pesca e não inseri-los nela sem experiência de trabalho.
cajoco
Foto: cajoco
domingo, 22 de setembro de 2013
"MAR & PESCA"
O Mar
é um dos grandes tesouros que Portugal tem, por isso deve-se
aproveitá-lo o melhor possível, para explorar as capacidades que lá
existem.
Não faz sentido termos demolido e desmantelado a nossa frota pesqueira, é necessário voltar ao mar.
Os pescadores são homens de coragem, voltam sempre ao mar, nunca o perderam de vista. É lá que vão buscar o seu sustento.
Até porque todo nós sabemos que " o melhor peixe do mundo está aqui".
cajoco
Fotos: cajoco
sábado, 13 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
"O tanque da Pia do Fidalgo"
Os
lavadouros e chafarizes comunitários eram um retrato de Portugal que remonta ao
século XIX e parte do século XX, um testemunho muito importante e
das obras mais úteis à população - a sua utilização era gratuita.
Desta vez, levo os meus amigos até à "Estrada do Fidalgo", em Santiago do Cacém, para lhes mostrar um chafariz monumental construído em dois corpos separados, o chafariz propriamente dito e o tanque de lavagem.
Ao lado, fechado por muros altos,
encontra-se um vasto tanque lavadouro, obra de 1868, conforme a data que
se encontra na parede exterior, devendo corresponder a uma reforma de
todo o conjunto.
Tempo em que as mulheres levavam a roupa em bacias ou alguidares para o lavadouro. Ali esfregavam e lavavam a roupa à mão.
Ensaboando-a e enxaguando-a, ora mergulhando-a, ora puxando-a para a tona
da água.
O chafariz é formado por um tanque de
cerca de 6x3 m, fechado por três lados por muros altos encimados por
decoração simples. Na parede do fundo há duas bicas em pedra, e nas
paredes laterais uma bica em cada.
Fonte: Google [Adaptação]
Fotos: cajoco
quarta-feira, 22 de maio de 2013
"AS MINAS DE SALOMÃO"
Eu e o meu irmão, éramos assíduos espectadores
de cinema. Era de longe o nosso passatempo favorito.
No entanto essa assiduidade era limitada pela falta de milho para comprar os bilhetes, como a
seguir se verifica.
A minha madrinha ofereceu-me o livro – «As minas de
Salomão» – uma tradução de Eça de Queiroz – como presente pela passagem do meu
15º aniversário. Custou 20$00. Li-o com interesse e gostei muito.
Corria no cinema Carlos Alberto, na cidade do Porto, um filme que queríamos ver.
Naquela altura – como em muitas outras – não tínhamos o dito milho para comprar os
bilhetes. Resolvemos então, embora um pouco a contragosto, vender aquele livro num alfarrabista que ficava
próximo daquele cinema.
Na montra tinha o seguinte anúncio:
«Pagam-se bem
livros de Eça de Queiroz».
Pensamos que o livro poderia render à volta de
uns 10$00. O preço dos bilhetes de 2ªplateia – os mais baratos – era de 3$50 cada.
O alfarrabista ofereceu 3$00. Nada feito.
Fomos a outro no Campo dos Mártires da Pátria. Este ofereceu
ainda menos – 2$00.
Resultado, não fomos ao cinema e viemos com o livro para
casa.
Tempos difíceis do antigamente, que nos fazem lembrar os tempos de hoje em que se vivem "perplexidades acrescidas".
Tempos difíceis do antigamente, que nos fazem lembrar os tempos de hoje em que se vivem "perplexidades acrescidas".
cajoco
Foto: Google
quarta-feira, 8 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
"O Cai - Cai"
Decidi recuar no tempo e contar-vos uma singela história dos tempos da minha infância em Trás-os-Montes.
O Cai – Cai era um pobre homem que deambulava
de povoação em povoação, mendigando uma côdea de pão ou uma malga de caldo
ou de soro para mitigar a fome. Andava andrajoso, sempre com uma inseparável
corneta.
Tinha um espírito muito bom e muito paciente para com a
garotada [de que eu fazia parte] que o apoquentava gritando-lhe: «Toca a gaita Cai
– Cai…! Toca a gaita!»
E o bom do homem lá tocava a gaita e fazia umas pantominas a
troco de uns tostões.
O Cai-Cai aparecia e desaparecia de Vilarinho. Até que
deixou de aparecer. Então circulou na boca do povo a novidade de que tinha sido
comido pelos lobos, que só lhe deixaram os pés dentro das botas. Foi uma
notícia que entristeceu toda a gente.
O Cai - Cai nunca mais foi visto.
cajoco
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