sábado, 13 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
"O tanque da Pia do Fidalgo"
Os
lavadouros e chafarizes comunitários eram um retrato de Portugal que remonta ao
século XIX e parte do século XX, um testemunho muito importante e
das obras mais úteis à população - a sua utilização era gratuita.
Desta vez, levo os meus amigos até à "Estrada do Fidalgo", em Santiago do Cacém, para lhes mostrar um chafariz monumental construído em dois corpos separados, o chafariz propriamente dito e o tanque de lavagem.
Ao lado, fechado por muros altos,
encontra-se um vasto tanque lavadouro, obra de 1868, conforme a data que
se encontra na parede exterior, devendo corresponder a uma reforma de
todo o conjunto.
Tempo em que as mulheres levavam a roupa em bacias ou alguidares para o lavadouro. Ali esfregavam e lavavam a roupa à mão.
Ensaboando-a e enxaguando-a, ora mergulhando-a, ora puxando-a para a tona
da água.
O chafariz é formado por um tanque de
cerca de 6x3 m, fechado por três lados por muros altos encimados por
decoração simples. Na parede do fundo há duas bicas em pedra, e nas
paredes laterais uma bica em cada.
Fonte: Google [Adaptação]
Fotos: cajoco
quarta-feira, 22 de maio de 2013
"AS MINAS DE SALOMÃO"
Eu e o meu irmão, éramos assíduos espectadores
de cinema. Era de longe o nosso passatempo favorito.
No entanto essa assiduidade era limitada pela falta de milho para comprar os bilhetes, como a
seguir se verifica.
A minha madrinha ofereceu-me o livro – «As minas de
Salomão» – uma tradução de Eça de Queiroz – como presente pela passagem do meu
15º aniversário. Custou 20$00. Li-o com interesse e gostei muito.
Corria no cinema Carlos Alberto, na cidade do Porto, um filme que queríamos ver.
Naquela altura – como em muitas outras – não tínhamos o dito milho para comprar os
bilhetes. Resolvemos então, embora um pouco a contragosto, vender aquele livro num alfarrabista que ficava
próximo daquele cinema.
Na montra tinha o seguinte anúncio:
«Pagam-se bem
livros de Eça de Queiroz».
Pensamos que o livro poderia render à volta de
uns 10$00. O preço dos bilhetes de 2ªplateia – os mais baratos – era de 3$50 cada.
O alfarrabista ofereceu 3$00. Nada feito.
Fomos a outro no Campo dos Mártires da Pátria. Este ofereceu
ainda menos – 2$00.
Resultado, não fomos ao cinema e viemos com o livro para
casa.
Tempos difíceis do antigamente, que nos fazem lembrar os tempos de hoje em que se vivem "perplexidades acrescidas".
Tempos difíceis do antigamente, que nos fazem lembrar os tempos de hoje em que se vivem "perplexidades acrescidas".
cajoco
Foto: Google
quarta-feira, 8 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
"O Cai - Cai"
Decidi recuar no tempo e contar-vos uma singela história dos tempos da minha infância em Trás-os-Montes.
O Cai – Cai era um pobre homem que deambulava
de povoação em povoação, mendigando uma côdea de pão ou uma malga de caldo
ou de soro para mitigar a fome. Andava andrajoso, sempre com uma inseparável
corneta.
Tinha um espírito muito bom e muito paciente para com a
garotada [de que eu fazia parte] que o apoquentava gritando-lhe: «Toca a gaita Cai
– Cai…! Toca a gaita!»
E o bom do homem lá tocava a gaita e fazia umas pantominas a
troco de uns tostões.
O Cai-Cai aparecia e desaparecia de Vilarinho. Até que
deixou de aparecer. Então circulou na boca do povo a novidade de que tinha sido
comido pelos lobos, que só lhe deixaram os pés dentro das botas. Foi uma
notícia que entristeceu toda a gente.
O Cai - Cai nunca mais foi visto.
cajoco
segunda-feira, 22 de abril de 2013
CÓRDOVA / PORTA DE ALMODÔVAR
A porta de Almodôvar, de origem árabe, vista do interior da cidade, é uma das três portas que se conservam do recinto medieval do lanço oeste da muralha de Córdova.
A Porta de Almodôvar vista do exterior do recinto que protegia a cidade.
Vem dar aos jardins onde se encontra a escultura em bronze, em cima de um pedestal, dedicada ao cordovês Séneca, de pé, com a sua toga .
Tem um arruamento Calle Cairuán que bordeja exteriormente a muralha, podendo ainda o visitante passear ou sentar-se observando como a água corre nas piscinas do lago.
Fonte: Google [adaptação]
Fotos: cajoco
sábado, 6 de abril de 2013
Vela na Baía de SineS
Estas fotos, tiradas na primavera passada, mostram que a baía de Sines é um local privilegiado para a prática da vela e de outros desportos náuticos.
O espírito de liberdade está presente; reflete-se nas velas coloridas, dos barcos rápidos, impulsionadas pelo vento, tendo como contraste o azul imenso do mar como pano de fundo.
Na vela, como em todos os desportos, devem previamente aprender-se as técnicas básicas de navegação.
Todos os pormenores contam. Manobrar com o máximo cuidado de forma a evitar, em segurança, contactos ou abalroamentos, contornar as bóias.
Navegar com o objectivo comum dos velejadores de chegarem mais à
frente, terem o prazer de cortar a meta e, se possível, em primeiro
lugar.
cajoco
Fotos: cajoco
domingo, 17 de março de 2013
"Centro de Artes de SineS"
O Centro de Artes de Sines [construído no espaço anteriormente ocupado pelo Cine-teatro Vasco da Gama], é não só um edifício surpreendente, inovador e controverso na paisagem urbana da cidade, mas também o principal equipamento cultural e de suporte às artes e educação em Sines.
A
actividade do Centro de Artes divide-se em várias valências: Centro de
Exposições, Auditório, Biblioteca, Arquivo histórico Arnaldo Soledade e
Serviço Educativo e Cultural.
Vasco da Gama é uma figura histórica de Sines, onde nasceu por volta de 1469.
O município de Sines foi fundado em 24 de Novembro de 1362 por carta de D. Pedro I [há 650 anos], que passou a ser considerado o dia do município.
No 3º andar, vale a pena visitar uma cafetaria, beber um café para descontrair e usufruir duma grande janela aberta com vistas deslumbrantes até ao mar.
Fonte: Google
Fotos: cajoco
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
"Não há carro como o primeiro"
As minhas memórias, que neste momento ainda resistem, vagueiam pela aldeia de Vilarinho da Castanheira onde, junto à "fraga do ovo", o Dr. Belarmino, meu pai, retratou o meu primeiro carro [um Renault 8] recentemente chegado, em rodagem, de Paris, onde o fui levantar no verão de 1965.
Comprei-o em Lourenço Marques [Moçambique] por 39.500$00, com a condição de o ir levantar à fábrica [Règie National des Usines Renault], em Paris. Em Portugal, durante a minha licença graciosa, circulou com a matrícula internacional de "turista em trânsito" [TT].
Era um utilitário que no dia a dia me levava, bem como à família, para onde queria.
Não tinha vidros eléctricos, nem ar condicionado, nem rádio com leitor de CD. Tinha apenas um leitor de cartuchos. Tinha, isso sim, uma chibante faixa branca a adornar os pneus que eu me esforçava por manter imaculada. Era o meu carro sim, achava-lhe "graça", carismático e de personalidade forte.
Algumas das minhas memórias mais fortes estão associadas a momentos vividos com ele na estrada.
No regresso, em fevereiro de 1966, embarcou connosco a bordo do Príncipe Perfeito, rumo a Lourenço Marques, onde foi legalizado.
cajoco
sábado, 16 de fevereiro de 2013
"FLAMENCO PURO"
Das raízes do flamenco no coração de Sevilha, El Palácio Andaluz oferece o melhor espectáculo de flamenco da cidade.
Bulerias, Soleás,Alegrias,Fandango,Sevilhanas...
Assim como muitos estilos de flamenco menos conhecidos.
O elenco, na parte final, agradece os aplausos.
Fotos: cajoco
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