Porto de Sines

Porto de Sines

terça-feira, 30 de outubro de 2012

CORDOBA > CENTRO HISTÓRICO > SINAGOGA [2/2]





A Sinagoga, construída em 1315, é o que restou em Andaluzia após a expulsão dos judeus em 1482 [embora não seja mais utilizada como templo]. É uma das mais antigas sinagogas de Espanha. O exterior é simples. A entrada para o edifício é alcançada através de um pequeno pátio.

No interior há requintados arabescos em estilo mudjéjar [arte hispano-mourisca] utilizando argila e gesso.


Parede leste, tabernáculo, com inscrições em hebraico.


Parede Sul

Parede Ocidental


Parede Norte


Teto de madeira da sala de oração, deste pequeno templo judaico.

A Sinagoga passou por várias fazes de restauração até à sua inauguração em 1985.

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Texto : Google e informação no local 

Fotos:cajoco




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CORDOBA > CENTRO HISTÓRICO > LA JUDERIA [1/2]

O CENTRO HISTÓRICO DE CORDOVA DESDE 17 DE dezembro de 1994 FAZ PARTE DO PATRIMÓNIO CULTURAL DA HUMANIDADE.

Monumento a Maimónides, o homem que no século XII levou o pensamento judio ao seu máximo esplendor



Judearia era a área em que viviam os judeus na Idade Média. As ruas são estreitas, as casas alinhadas e só pode ser visitado a pé.



Os judeus acreditam em Jesus Cristo, para os judeus em geral, Jesus Cristo foi um profeta, um rabi, um mestre.






No bairro judeu, perto do muro norte da mesquita, é a Rua das Flores popular, estreito e cheio de vasos de gerânios.




Há lojas grandes para vender todo o tipo de recordações até à boca das ruas.


É tudo neste bairro, da cidade velha, uma área para o passeio e a alegria da arte e da arquitetura.



cajoco

domingo, 30 de setembro de 2012

Procissão de NOSSA SENHORA DA SOLEDADE


Atardei-me um pouco na reentrada do Azimute em cena e consequentemente na retoma desta  partilha de amizade.

Apelo pois para a vossa benevolência. Façam de conta que não houve pausa alguma.



No dia 30 de Agosto [faz hoje um mês] integrada nas festas comemorativas de Porto Covo, teve início a partir das 18h00 a procissão em honra de Nossa Senhora da Senhora da Soledade, padroeira daquela localidade.


O povo de Porto Covo, pescadores, veraneantes e visitantes percorreram as principais ruas da localidade participando e acompanhando a procissão.


Uma verdadeira manifestação de fé interpretativa como a festa da comunidade piscatória de Porto Covo.


O andor de Nossa Senhora da Soledade parou, suportado pelo varais, em posição dominante sobre o Porto de Pesca e sobre o mar,


a fim de se proceder à benção das embarcações de pesca e do mar.


A banda de música também esteve presente acompanhando e abrilhantando o cortejo religioso.


O cortejo  após um périplo pelas ruas da povoação regressa à igreja.

O elemento feminino alternou no transporte do andor.


À entrada da igreja ultimam-se as cerimónias desta manifestação de fé.


Encerrando-se assim esta singela  cerimónia religiosa.

cajoco

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Procissão de NOSSA SENHORA DAS SALAS

A tradicional procissão de 15 de Agosto de 1911 em honra de Nossa Senhora das Salas, padroeira de Sines, foi um dos pontos altos das festas em Sua honra.

[Embora publicada a destempo esta postagem prenuncia as  FESTAS DE NOSSA SENHORA DAS SALAS que animarão a cidade de Sines em Agosto nos próximos dias 14 [às 21h30 - Procissão das velas] e 15 [às 11h00 - Missa na Igreja Matriz e às 16h00 - Procissão pelo mar].


No Porto de Pesca, populares e  embarcações engalanadas a preceito estavam  a postos, ao longo do cais do molhe, para receber o andor que transportava Nossa Senhora.





A Polícia Marítima esteve presente.


Entretanto a procissão, acompanhada por centenas de fiéis, prosseguia lentamente, descendo até à Ribeira.



 A FANFARRA DOS BOMBEIROS de Sines, orgulho desta corporação, com os seus bateristas, precedia a procissão.


O estandarte da CASA DOS PESCADORES, símbolo dos homens  do mar, marcou presença.
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O andor de Nossa Senhora, adornado de belas flores brancas e amarelas e de fetos verdejantes, deu entrada no cais do molhe do Porto de Pesca.



Embarcando de seguida na traineira Avô Tibúrcio.


Com Nossa Senhora já a bordo da traineira Avô Tibúrcio, iniciou-se a procissão.



A embarcação SALVA-VIDAS da Marinha, prestou o seu atento apoio. 



As embarcações pejadas de pessoas participavam no cortejo.


O desfile, com céu um pouco nublado, prosseguiu pela baía de Sines em direcção ao alto mar, onde deu a volta regressando ao Porto de Pesca .


A AUTORIDADE PORTUÁRIA, acompanhou também a procissão.

cajoco


NOTA: Com esta postagem, permitam-me um compasso de espera, indispensável para uma PAUSA, até ao próximo mês de SETEMBRO.

Até lá, o meu obrigado e um abraço para todos/as.

cajoco

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"DOM VASCO DA GAMA"






VASCO DA GAMA, épico navegador, nasceu nesta casa em Sines no ano de 1469. 


Duas placas alegóricas, uma com a Cruz de Cristo [utilizada nas velas brancas dos navios a partir do Sec. XV], datada de 8 de Maio de 1898,  em homenagem a Vasco da Gama identificando esta casa como sendo a do seu nascimento e outra datada de Abril de 1963, do CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA [Rio de Janeiro - Brasil], homenageando o seu imortal patrono.



Torre de menagem do castelo de Sines onde habitaram os Gamas.



Vasco da Gama era um homem bom, puro e alentejano da boa cepa siniense.

Em  1497 é nomeado por D. Manuel I capitão da armada que parte para a Índia. Parte de Lisboa a 8 de Julho desse ano. A expedição é constituida por duas naus [São Gabriel e S. Rafael], a Bérrio, provavelmente uma caravela e um barco de mantimentos. O comando das naus é entregue aos dois irmãos, Vasco e Paulo, sendo a caravela comandada por Nicolau Coelho.

Preparou-se tudo com dignidade e esmero para a largada da armada.

E beijando o sol luminoso, nas flutuantes naus nessa manhã de 8 de Julho de 1497, deu-se início ao desfraldar das velas que enfunavam pela brisa marítima obrigando a deslizar pelo Tejo abaixo, a caminho do alto mar, enquanto da praia de Belém o povo acenava com lenços o já saudosismo encanto.

Não se esqueceu Vasco da Gama de olhar algumas milhas depois à terra de Sines para salvar à Senhora das Salvas ou Salas e rogar à sua benfazeja protecção divina e guiar a bom caminho a sua armada, na sua viagem do descobrimento do caminho marítimo para a Índia.

Chegar à Índia por mar não era tarefa fácil. A ligação marítima de Lisboa a Calecute, através da comunicabilidade do Oceano Atlântico e o Oceano Índico, o encontro entre o Ocidente e o Oriente. Exigiu muita ousadia e determinação.

Vasco da Gama e os seus marinheiros tinham um carácter rígido, quase inumano: são determinados e inflexíveis, imunes às hesitações, à dúvida, às angústias. Não há ao nível da viagem qualquer conflito.

Nos Lusíadas de Luis de Camões o assunto primordial é o do descobrimento do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, conforme estas duas estrofes evocativas da chegada a Calecute:
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Já a manhã clara dava nos outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da célcea gávea os marinheiros
Enxergaram terra alta pela proa.
Já fora de tormenta e dos primeiros
Mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto melindano:
- «Terra é de Calecu, se não me engano.

Esta é por certo a terra que buscais
Da verdadeira Índia que aparece;
E se do mundo mais desejais
Vosso trabalho longo aqui fenece.»
Sofrer aqui não pode o Gama mais,
De ledo em ver que a terra se conhece.
De giolhos no chão, as mãos ao Céu,
A mercê grande a Deus agradeceu. [2]
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Atingiu Calecute em 20 de Maio de 1498. A Índia estava assim desvendada!!!

Vasco da Gama é o personagem por excelência de um dos acontecimentos referência da história de Portugal e do mundo.


Vista geral do Castelo de Sines


Estátua de Vasco da Gama a olhar para o mar imenso cheio de mistérios.


FONTES: [1] SINES, TERRA DE VASCO DA GAMA / VASCO DA GAMA E O SEU TEMPO
[2]  Os Lusíadas canto VI - 93 e 94
[Excertos  Adaptados]