Porto de Sines

Porto de Sines

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Procissão de NOSSA SENHORA DAS SALAS

A tradicional procissão de 15 de Agosto de 1911 em honra de Nossa Senhora das Salas, padroeira de Sines, foi um dos pontos altos das festas em Sua honra.

[Embora publicada a destempo esta postagem prenuncia as  FESTAS DE NOSSA SENHORA DAS SALAS que animarão a cidade de Sines em Agosto nos próximos dias 14 [às 21h30 - Procissão das velas] e 15 [às 11h00 - Missa na Igreja Matriz e às 16h00 - Procissão pelo mar].


No Porto de Pesca, populares e  embarcações engalanadas a preceito estavam  a postos, ao longo do cais do molhe, para receber o andor que transportava Nossa Senhora.





A Polícia Marítima esteve presente.


Entretanto a procissão, acompanhada por centenas de fiéis, prosseguia lentamente, descendo até à Ribeira.



 A FANFARRA DOS BOMBEIROS de Sines, orgulho desta corporação, com os seus bateristas, precedia a procissão.


O estandarte da CASA DOS PESCADORES, símbolo dos homens  do mar, marcou presença.
.

O andor de Nossa Senhora, adornado de belas flores brancas e amarelas e de fetos verdejantes, deu entrada no cais do molhe do Porto de Pesca.



Embarcando de seguida na traineira Avô Tibúrcio.


Com Nossa Senhora já a bordo da traineira Avô Tibúrcio, iniciou-se a procissão.



A embarcação SALVA-VIDAS da Marinha, prestou o seu atento apoio. 



As embarcações pejadas de pessoas participavam no cortejo.


O desfile, com céu um pouco nublado, prosseguiu pela baía de Sines em direcção ao alto mar, onde deu a volta regressando ao Porto de Pesca .


A AUTORIDADE PORTUÁRIA, acompanhou também a procissão.

cajoco


NOTA: Com esta postagem, permitam-me um compasso de espera, indispensável para uma PAUSA, até ao próximo mês de SETEMBRO.

Até lá, o meu obrigado e um abraço para todos/as.

cajoco

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"DOM VASCO DA GAMA"






VASCO DA GAMA, épico navegador, nasceu nesta casa em Sines no ano de 1469. 


Duas placas alegóricas, uma com a Cruz de Cristo [utilizada nas velas brancas dos navios a partir do Sec. XV], datada de 8 de Maio de 1898,  em homenagem a Vasco da Gama identificando esta casa como sendo a do seu nascimento e outra datada de Abril de 1963, do CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA [Rio de Janeiro - Brasil], homenageando o seu imortal patrono.



Torre de menagem do castelo de Sines onde habitaram os Gamas.



Vasco da Gama era um homem bom, puro e alentejano da boa cepa siniense.

Em  1497 é nomeado por D. Manuel I capitão da armada que parte para a Índia. Parte de Lisboa a 8 de Julho desse ano. A expedição é constituida por duas naus [São Gabriel e S. Rafael], a Bérrio, provavelmente uma caravela e um barco de mantimentos. O comando das naus é entregue aos dois irmãos, Vasco e Paulo, sendo a caravela comandada por Nicolau Coelho.

Preparou-se tudo com dignidade e esmero para a largada da armada.

E beijando o sol luminoso, nas flutuantes naus nessa manhã de 8 de Julho de 1497, deu-se início ao desfraldar das velas que enfunavam pela brisa marítima obrigando a deslizar pelo Tejo abaixo, a caminho do alto mar, enquanto da praia de Belém o povo acenava com lenços o já saudosismo encanto.

Não se esqueceu Vasco da Gama de olhar algumas milhas depois à terra de Sines para salvar à Senhora das Salvas ou Salas e rogar à sua benfazeja protecção divina e guiar a bom caminho a sua armada, na sua viagem do descobrimento do caminho marítimo para a Índia.

Chegar à Índia por mar não era tarefa fácil. A ligação marítima de Lisboa a Calecute, através da comunicabilidade do Oceano Atlântico e o Oceano Índico, o encontro entre o Ocidente e o Oriente. Exigiu muita ousadia e determinação.

Vasco da Gama e os seus marinheiros tinham um carácter rígido, quase inumano: são determinados e inflexíveis, imunes às hesitações, à dúvida, às angústias. Não há ao nível da viagem qualquer conflito.

Nos Lusíadas de Luis de Camões o assunto primordial é o do descobrimento do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, conforme estas duas estrofes evocativas da chegada a Calecute:
.........................................................................................
Já a manhã clara dava nos outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da célcea gávea os marinheiros
Enxergaram terra alta pela proa.
Já fora de tormenta e dos primeiros
Mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto melindano:
- «Terra é de Calecu, se não me engano.

Esta é por certo a terra que buscais
Da verdadeira Índia que aparece;
E se do mundo mais desejais
Vosso trabalho longo aqui fenece.»
Sofrer aqui não pode o Gama mais,
De ledo em ver que a terra se conhece.
De giolhos no chão, as mãos ao Céu,
A mercê grande a Deus agradeceu. [2]
..................................................................................

Atingiu Calecute em 20 de Maio de 1498. A Índia estava assim desvendada!!!

Vasco da Gama é o personagem por excelência de um dos acontecimentos referência da história de Portugal e do mundo.


Vista geral do Castelo de Sines


Estátua de Vasco da Gama a olhar para o mar imenso cheio de mistérios.


FONTES: [1] SINES, TERRA DE VASCO DA GAMA / VASCO DA GAMA E O SEU TEMPO
[2]  Os Lusíadas canto VI - 93 e 94
[Excertos  Adaptados]

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"UM ALERTA!!"


Este alerta está colocado na porta de um consultório.

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

O resfriado escorre quando o corpo não chora.

A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.

O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

O diabetes invade quando a solidão dói.

O corpo engorda quando a insatisfação aperta.

A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.

O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.

O peito aperta quando o orgulho escraviza.

A pressão sobe quando o medo aprisiona.

As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.

A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.

O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.

E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos,
existem semáforos chamados Amigos,
luzes de precaução chamadas Família,
e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão,
um potente motor chamado Amor,
um bom seguro chamado ,
abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente
um maravilhoso Condutor chamado
DEUS.

Fonte: E-mail  recebido

terça-feira, 19 de junho de 2012

30ª Volta ao Alentejo

O ciclismo é considerado o desporto do povo porque vai a todo o lugar e dá a conhecer os lugares por onde passa.

De 22 a 25 de Março p.p. realizou-se a 30ª Volta ao Alentejo.

Os melhores ciclistas concentraram-se na estrada.


O ciclista russo Alexey Kunshin camisola amarela e vencedor final da prova .


Para ver os ciclistas passar o trânsito parou...


A Comunicação Social.


Eis os  ciclistas à sua passagem por Santiago do Cacém.


O grosso do pelotão pedalando.



Mais ciclistas, seguidos de carros de apoio.


Outros carrros de apoio.


KIA Motors - patrocinador da prova e carro de APOIO MÉDICO.


A indispensável AMBULÂNCIA.


Os portadores das camisolas: amarela, azul [rei da montanha], laranja [juventude], verde [pontos] e o vencedor da etapa Portel - Santiago do Cacém, festejam o sabor das suas proezas no palco dos eleitos.

Fotos: cajoco

segunda-feira, 11 de junho de 2012

"O Sobreiro"



O Sobreiro  considerado  Árvore Nacional de Portugal, está protegido por lei desde 2011. O abate de sobreiros sem autorização especial é ilegal.

É das árvores florestais mais abundantes no nosso País, colocando- se em área ocupada logo a seguir ao pinheiro.


Em tempos que já lá vão, Sines albergava fábricas de prancha de cortiça e os seus  habitantes  dedicavam-se desde logo ao ofício de corticeiros, que se sentiam vaidosos do qualificativo, comparados com os demais mesteirais do burgo. Por isso ouvia-se muitas vezes nos bailes dos "Mastros":

"Sapateiros não são homens,
Alfaiates também não ...
Onde chega um corticeiro,
Bate o pé e treme o chão!!!"




Portugal é actualmente o maior produtor mundial de cortiça seguido da Espanha.

Fotos: cajoco [Paineis de azulejos da Estação de S. TIAGO DE CACEM]
Fontes: Google e Sines, Terra de Vasco da Gama [adaptação]

quarta-feira, 30 de maio de 2012

"ATLANTIS TANKERS"


O porto de Sines é um porto de águas profundas, de fundos naturais até −28 m ZH, com terminais especializados que permitem o movimento de diferentes tipos de mercadorias.


Para além de ser o principal porto na fachada atlântica de Portugal, devido às suas características geofísicas, é a principal porta de entrada de abastecimento energético de Portugal: gás natural, carvão, petróleo e seus derivados.
Fonte: Google                                       Fotos:cajoco

quarta-feira, 23 de maio de 2012

PRIMEIRA VIAGEM AEREA / PORTUGAL A MACAU

Vila Nova de Milfontes, situada no Litoral Alentejano,  está ligada a um feito histórico da aviação portuguesa - o da "Primeira Viagem Aérea de Portugal a Macau.


BRITO PAES, SARMENTO DE BEIRES E MANUEL GOUVEIA, levantaram voo no avião "PÁTRIA" que descolou da praia de Vila Nova de Milfontes a 7 de Abril,



tendo chegado a Macau a 20 de Junho de1924.


Frente  ao Forte de S. Clemente, na Praça da Barbacã, foi erigido um monumento comemorativo de tão grandioso feito destes pioneiros da nossa aviação.

Fonte: Google [adaptação]                                  Fotos: cajoco



quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Cruz de Portugal"

A nascente de Silves encontra-se a enigmática e de incontestável beleza "Cruz de Portugal". Trata-se  muito possivelmente de um cruzeiro do século XV ou início do século XVI esculpido em calcáreo branco.

Os motivos artísticos que evidencia são atribuidos ao gótico florido, muito embora haja quem ostente que a "Cruz de Portugal" apresenta motivos e símbolos manuelinos.


Esta obra, classificada como Monumento Nacional desde 1910, mede cerca de 3 metros de altura e ostenta um minucioso trabalho escultórico



representando numa face   Cristo crucificado



e do lado oposto Cristo descido da cruz nos braços de sua mãe.

Misterioso é o facto de se atribuir à cruz o nome de "Cruz de Portugal", o que permite conferir leituras diversas no que concerne às suas origens. Contudo, uma das teses mais defendidas é de que a cruz foi objecto de oferta à cidade pelo então Rei de Portugal, D. Manuel I, quando a Silves se deslocou, em 1499, para acompanhar a trasladação dos restos mortais do seu antecessor, o rei D. João II,  que na Sé de Silves se encontrava sepultado, para o Mosteiro da Batalha.


Na base do monumento pode observar-se a data de 1824 que muito provavelmente corresponderá à data da efectivação da base.


Fonte: Extrato de um folheto editado pela C. M. Silves                                                                              Fotos: cajoco

quinta-feira, 3 de maio de 2012

"Cortejo Da Queima Das Fitas"

Nasci, cresci e vivi, a paredes meias, com consultas e doentes que acorriam ao consultório do Dr. Belarmino, meu pai, o que de certa maneira contribuiu para, uma vez concluido o liceu, eu abraçar a carreira de medicina.

Naquele tempo, o mês de Maio era, e pelos vistos ainda é, o mês da "Queima das Fitas". Reporto-me aos fins dos anos cinquenta, do século passado, em que participei no cortejo como aluno da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

 



Milhares de estudantes, entre caloiros e doutores, concentravam-se junto ao Palácio de Cristal, preparando-se para o desfile.
Passavam frente ao Hospital de Santo António com as enfermeiras às janelas acenando.

Seguiam pela Cordoaria e pelos Clérigos, com dezenas de carros alegóricos com estudantes, dentro e fora deles, levando a irreverência até à Baixa do Porto, no tradicional Cortejo da Queima das Fitas.




Os estudantes, as famílias dos estudantes, os amigos e os portuenses curiosos, espalhavam-se, naquele dia pela cidade gerando confusão e movimento de que os principais beneficiários eram os comerciantes em particular e o comércio da cidade do Porto em geral.

Repare-se na multidão pela Rua de 31 de Janeiro acima; o mesmo ocorria na Avenida dos Aliados.

Era um dia de festa para os estudantes e um bom dia para o negócio. O cortejo era o momento alto de ligação entre os estudantes e o Porto.



Nota: "*" Jorge

Adenda: Frequentei o Curso de Medicina nas Universidades do Porto [2 anos] e na de Lisboa [1 ano]. Curso que interrompi, rumando a Moçambique.

Texto: cajoco        Fotos: Album cajoco 






sexta-feira, 27 de abril de 2012

Forte De S. Clemente


O Forte de S. Clemente, foi construido entre 1599 e 1603, no tempo do Rei D. Filipe II, a fim de defender Vila Nova de Milfontes dos perigos vindos do mar: a pirataria e o corso.



Urbano, está implantado na vertente Sul de um pequeno outeiro, a pique sobre o rio Mira.




A sua utilização foi inicialmente   militar e actual como turismo de habitação.




A adaptação a residência e posterior utilização como pousada pode ser considerada como uma iniciativa pioneira no campo do turismo de habitação.




 
Está situado junto ao estuário do rio Mira, na margem direita, a 1,5 Km da barra.



Placa comemorativa dos 400 Anos, colocada [1ª fotografia] no lado direito do portão principal.


cajoco