Porto de Sines

Porto de Sines

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Forte De S. Clemente


O Forte de S. Clemente, foi construido entre 1599 e 1603, no tempo do Rei D. Filipe II, a fim de defender Vila Nova de Milfontes dos perigos vindos do mar: a pirataria e o corso.



Urbano, está implantado na vertente Sul de um pequeno outeiro, a pique sobre o rio Mira.




A sua utilização foi inicialmente   militar e actual como turismo de habitação.




A adaptação a residência e posterior utilização como pousada pode ser considerada como uma iniciativa pioneira no campo do turismo de habitação.




 
Está situado junto ao estuário do rio Mira, na margem direita, a 1,5 Km da barra.



Placa comemorativa dos 400 Anos, colocada [1ª fotografia] no lado direito do portão principal.


cajoco

sábado, 21 de abril de 2012

Centro BUDISTA Tibetano [3]


Revisitamos o Centro Budista Tibetano [HUMKARA DZONG] em Março e tivemos ocasião de confirmar um  estádio de obras mais avançado na construção do Stupa em  relação ao da nossa visita no Verão de 2011 [ver post  [2] de 3 Fev 2012].


Um  painel de boas-vindas com  todos os esclarecimentos necessários. 


Postes alinhados com bandeiras de cores vivas ondulando ao vento encaminham-nos para o Stupa.

À direita está uma pequena e funcional edificação de apoio informativo e  venda de recordações que despertam  o interesse e curiosidade dos devotos e visitantes .


O recinto quadrado já está rodeado por um  gradeamento com espaço para  quatro portas.

O gradeamento simboliza a protecção dos espíritos contra as emoções negativas. Nos quatro cantos os pilares simbolizam os quatro sêlos do ensinamento do Buda.

A construção de um Stupa crê-se que protege a humanidade das forças negativas e traz riqueza, saúde, influência e realização espiritual.

Crê-se ainda que dá harmonia às comunidades circundantes e impede catástrofes naturais através da pacificação das forças ambientais nocivas.



O Stupa é um  relicário para guardar os restos mortais dos grandes mestres. A sua forma representa a iluminação de Buda.



Há sempre pequenas oferendas que os devotos e visitantes  depositam nesta mesinha.


Está previsto que desses quatro pilares até ao cimo do Stupa sairão correntes com  pequenas campaínhas cujo som  se destina a lembrar os 4 selos de Buda.

As quatro portas, segundo fomos informados, virão da India.



Mais além , ao fundo no ponto mais alto,  está a estrutura remanescente do moinho do Malhão [Torre Branca] e outras inslalações do  Centro Budista, onde poderão certamente ser entregues oferendas de maior vulto ou responsabilidade.
.

A singularidade deste espaço e a vista privilegiada que dali se desfruta até ao Oceano Atlântico é avassaladora em toda a sua grandeza onde as montanhas se elevam e a terra é pura. 

cajoco




quinta-feira, 5 de abril de 2012

"Cristo Crucificado"

 


Depois de ter passado por Ourique, rumo ao  Malhão via  Almodôvar, deparei com uma forma de arte original -  um  precioso mural com  um painel de azulejos alusivo à crucificação de Cristo  , estando ainda nele retratados hábitos e costumes do povo alentejano, bem como   espécimes da fauna e flora da região.


É assim, de uma forma inusitada, que a "Freguesia da Aldeia dos Fernandes", do Concelho de Almodôvar, dá as "Boas - Vindas" aos visitantes.


UMA SANTA PÁSCOA

cajoco

segunda-feira, 26 de março de 2012

Lenda de SÃO TORPES

No ano 67 desta nossa Era Cristã, em dia e mês não apurados, Torpes, que era oficial da casa do imperador Nero, foi decapitado em Pisa e o seu corpo lançado ao mar. Cometera o crime de se ter manifestado como adepto do cristianismo.

E a 17 de Maio desse mesmo ano, junto à desembocadura da Ribeira da Junqueira foi encontrada uma cabeça. A cabeça de S. Torpes, tendo a velá-la um cão e um galo. 


Celerina, casada com Lúcio Venôncio, mulher que seria mais tarde santificada, sabedora do aparecimento, viajou imediatamente de Évora, onde vivia, para Sines, a fim de providenciar condigna sepultura ao achado. Para o efeito, no local foi erguido um templo cristão de majestosas dimensões, dizem que o primeiro no género na Europa. Porém seria arrasado em 711, o que significa ter-se aguentado mais de meio milhar de anos.


Entretanto o corpo sem a cabeça de S. Torpes foi dar à costa francesa da Provença, numa praia que mais tarde se chamaria Saint-Tropez. Agora o que é curioso na parte mais real desta lenda é que a actual praia de S. Torpes praticamente confina com uma herdade que se chama da Provença.



[Ponte da Ribeira da Junqueira e o marco implantado no local onde foram encontrados os restos mortais de S. Torpes]. 

Fonte: Excerto de "Lendas de Portugal".



sábado, 17 de março de 2012

O CAMPANÁRIO a CRUZ e o GALO

O Campanário [do Castelhano Campana] é uma construção para proteger e abrigar os sinos.

A Cruz é o símbolo do cristão - ergue-se em todas as nações do mundo.

O Galo cantou 3 vezes anunciando o cumprimento da profecia de Jesus ao ser negada por S. Pedro quando lhe faltava a Fé e o entendimento.
 
[cajoco]




segunda-feira, 12 de março de 2012

O PASTOR

Portugal sofre com a desertificação. As aldeias estão desertas e abandonadas, os rebanhos estão a acabar, o gado já não vai para as serras. É necessário reabilitar-se o mundo rural.

Retomo uma breve viagem à minha adolescência e à vida quotidiana rural do pastor no século passado em Trás-os-Montes.

O gado era guardado por um pastor de Sol a Sol. Botava as ovelhas ao monte em terrenos onde crescia erva apetitosa para que dezenas de ovelhas lhe deitassem o dente. De manhã até à noite sempre ao pé delas e elas sempre atrás dele. Andavam-se assim quilómetros e quilómetros montes abaixo, montes acima. É serviço que nunca está feito, nem de Verão nem de Inverno. Não há pastores gordos. Os pastores gostam da liberdade.

O pastor conhecia todas as suas ovelhas pelos nomes: Zézita, Rouxinol, etc. E fala com elas: "Vais com pressa! Vais! Vais!... E lesto atirava-lhe uma pedrada certeira que caia mesmo à frente da ovelha obrigando-a a arrepiar caminho.


Muitas vezes não sabia muito bem quais os proprietários dos terrenos baldios, mas lá se arranjava.

 

Com bom tempo, o gado dormia ao relento, num bardo de cancelas. Com esta última arrumação do gado, o pastor ficava mais descansado.


Durante a noite dormia ao lado numa simples cabana.


Os cães com coleiras de lata com pregos que lhes protegiam o cachaço dos ataques frequentes dos lobos, completavam a guarda.


O pastor não dispensava a sua flauta, o instrumento mais antigo do mundo,
feita de cana brava ou de sabugueiro com um furo de sopro e seis perfurações, feitas a fogo, para os dedos.


Os pastores consciencializaram-se de que os lobos são medrosos e enfrentam a situação. O lobo uiva para demarcar o território, mas é cobarde. Ataca os animais mas não os homens. Há apenas que ter capacidade para lhes fazer frente.


Bastava o pastor gritar: «Agarra que é lobo desgraçado e malvado!». Os cães começavam a ladrar e os lobos fugiam. As ovelhas não estavam sozinhas. O pastor assobiava e as ovelhas vinham atrás dele. O céu era testemunha.


O bardo era mudado com frequência, para o gado estrumar bem toda a terra.


O gado era dado de meias pelo propritário ao pastor. Metade da produção para cada um.


O pastor  desdobrava-se e dava conta de dezenas de ovelhas que ordenhava à mão, beneficiando do leite dia sim, dia não.


Um cântaro de leite dava para fazer três queijos e ainda requeijões, aproveitando-se também a parte aquosa, o soro.


Os queijos eram feitos numa froncela, para o máximo de dois.


O leite depois de coalhado era espremido nos aros perfurados, escorrendo o soro da froncela para uma bacia. Os queijos eram postos a secar nos aros, em tábuas penduradas no tecto. Depois de secos, tiravam-se os aros e envolviam-se com uma gaze para não esboroarem. Mais tarde eram corados, mergulhando-os numa vasilha com colorau e azeite.


Os requeijões eram feitos do soro numa caldeira pendurada num gancho na lareira, sobre lenha a arder que não deitasse fumo, até quase ferver. Iam-se apurando com uma escumadeira para as requeijeiras.


Havia também a lã das ovelhas e dos carneiros, da tosquia feita pelos tosquiadores, normalmente em Maio, caso contrário no Verão não aguentariam o calor.

A lã era cardada em velos, de que eram feitos os célebres cobertores de papa.

Os borregos  eram também vendidos de meias.

[cajoco]


Fotos: Google






sábado, 3 de março de 2012

Polo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte

Alte é uma fonte inesgotável de inspiração. Assumida em toda  a sua plenitude por Cândido Guerreiro.

Este espaço museológico, como o nome indica, contem os espólios da Vida e Obra do poeta Cândido Guerreiro,   dos Condes de Alte e da Casa do Povo de Alte.
As fotos no interior são interditas, pelo que só foi possível tirá-las no e do exterior.


Logo à entrada temos um busto de Cândido Guerreiro, personalidade multifacetada: Advogado, dramaturgo e poeta . Foi o primeiro altense a formar-se.

Retratamos num painel exterior do polo este maravilhoso soneto,  em que o poeta manifesta  o  apego pelas suas raízes, fazendo delas  ao mesmo tempo a sua fonte de inspiração.
A sua escrita destaca-se pelo apuro irrepreensível dos seus sonetos.



[O soneto acima referido, figura também no painel de azulejos constante no monumento erigido em honra do poeta no seu "Memorial na Fonte Pequena"].  

Em Alte, existe  também uma escola, com o seu nome, designada por "Escola Profissional Cândido Guerreiro".

Alte, sua terra natal, foi a aldeia musa da sua vida.

Fonte: Google         Fotos: cajoco

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica - Exposição Hans Christian Andersen


Falamos de Hans Christian Anderson [1805 - 1875] escritor dinamarquês cuja obra literária é traduzida para centena e meia de línguas e lembramos que a metade da população da terra considera-a parte da sua cultura.


Hans Christian Anderson viveu uma relação com Portugal, revelada no seu livro Uma viagem a Portugal em 1866.

Com o sentido reconhecimento da generosidade que caracterizam Hans Christian Anderson e a sua obra, 19 Artistas Plásticos Portugueses desejaram com alegria, participar na homenagem com ilustrações e quadros.



A generosidade continuou. Juntou-se-lhes um historiador, um filólogo-andersenalista-tradutor, um narrador, uma ceramista, uma joalheira, um gravador e escultor, artesãos, pessoas da música, das letras, do teatro e, naturalmente, o autor e designer, Niels Fisher.


Quadros e esculturas, produzidos por crianças, jovens e adultos anónimos das 39 cidades e localidades onde a exposição esteve patente, no período de 2005 a 2012, sobre os contos de Hans Christiam Anderson.




 Com ou sem pós de perlimpim a luz de Andersen nunca chega ao fim...



Nota: Esta exposição justificava uma visita guiada atenta e demorada.
Foi no entanto a visita possível, neste caso, com prevalência das fotos prèviamente autorizadas com que a procuramos retratar e divulgar.

Texto: Excerto do Catálogo

Fotos: [cajoco]


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Centro BUDISTA Tibetano [2]

No Verão passado, partindo de S. Bartolomeu de Messines, situada no Barrocal Algarvio, passando por Alte, rumo à Serra do Caldeirão, revisitamos o Centro Budista Tibetano [HUM KARA DZONG], o primeiro construido em Portugal, situado no ponto mais alto da serra, no sítio do antigo Moínho do Malhão, considerado ideal para concentrar energias positivas.


Logo à entrada, num painel de boas-vindas, constam os esclarecimentos necessários ao bom acolhimento dos visitantes e ao funcionamento do Centro.

Pode, no entanto, ser visitado por qualquer pessoa independentemente das crenças religiosas.



O Stupa é um relicário para guardar os restos mortais dos grandes mestres.

 


 Um mausoléu em forma de torre, com cerca de 6 metros de altura, construido em granito rosa, talhado e esculpido em Portugal, concluido em 14 de Outubro de 2008.



A sua forma representa a iluminação de Buda.


Nesta mesinha são depositadas as oferendas dos visitantes.

É tradicional e considerado positivo realizar circumambulações em torno do Stupa, no sentido dos ponteiros do relógio, recitando mantras ou formulando votos para a paz no mundo, o bem-estar dos nossos entes queridos e de todos os seres de um modo geral.
Crê-se que o poder das acções realizadas junto a um Stupa é enormemente aumentado, gerando grandes reservas de mérito e energia, mesmo que tais acções sejam acidentais, dando ainda prosperidade e harmonia às comunidades circundantes.
Ao fundo, na linha do horizonte, destacam-se: uma vista do Centro Budista Tibetano e do antigo Moínho do Malhão [Torre Branca].

Do alto do Malhão divisa-se uma calmante e inspiradora paisagem de 360 graus, de onde se pode avistar o Oceano Atlântico.
Saliente-se que o projecto do monumento ainda não está concluido, faltando, entre outros arranjos, o gradeamento e quatro portas. Tudo isto tem o seu significado.

As energias alternativas, amigas do ambiente, também estão presentes.

Também acha[mo]s outros recursos naturais para o lume.


  É um porto de abrigo, num mundo cada vêz mais difícil, onde nos sentimos mais próximos do Céu e de quem aqui fez um retiro e tomou refúgio com o nome de Tashi [Auspicious]  em 13.8.05.


[cajoco]

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ESTAÇÃO de SINES

Há mais estações e apeadeiros abandonados em Portugal do que à primeira vista se possa pensar. Estações de combóios fantamas.

Bons tempos, em que o chefe de estação era a sua referência e no guichê havia sempre um funcionário para prestar um eslarecimento ou passar um bilhete.


Em Sines a linha do combóio há muito desapareceu mas a  ESTAÇÃO FERROVIÁRIA foi recuperada com os magníficos painéis de azulezos evocando: 
A chegada de Vasco da Gama à Índia, o Trabalho dos Corticeiros, o Castelo, a Igreja de Nossa Senhora das Salas, as Actividades Piscatórias, etc. 

Nela foi instalada a "ESCOLA DE ARTES PLÁSTICAS", englobando: ARTES PLÁSTICAS / DANÇA / MÚSICA / TEATRO.

 O ARMAZÉM DE MERCADORIAS deu lugar a um magnífico restaurante "O CAIS DA ESTAÇÃO".

As CASAS DOS FERROVIÁRIOS foram também recuperadas.
Verifica-se, por exemplo, a instalação de um consultório veterinário  o "vetestação".


[cajoco]