Porto de Sines

Porto de Sines

sábado, 21 de abril de 2012

Centro BUDISTA Tibetano [3]


Revisitamos o Centro Budista Tibetano [HUMKARA DZONG] em Março e tivemos ocasião de confirmar um  estádio de obras mais avançado na construção do Stupa em  relação ao da nossa visita no Verão de 2011 [ver post  [2] de 3 Fev 2012].


Um  painel de boas-vindas com  todos os esclarecimentos necessários. 


Postes alinhados com bandeiras de cores vivas ondulando ao vento encaminham-nos para o Stupa.

À direita está uma pequena e funcional edificação de apoio informativo e  venda de recordações que despertam  o interesse e curiosidade dos devotos e visitantes .


O recinto quadrado já está rodeado por um  gradeamento com espaço para  quatro portas.

O gradeamento simboliza a protecção dos espíritos contra as emoções negativas. Nos quatro cantos os pilares simbolizam os quatro sêlos do ensinamento do Buda.

A construção de um Stupa crê-se que protege a humanidade das forças negativas e traz riqueza, saúde, influência e realização espiritual.

Crê-se ainda que dá harmonia às comunidades circundantes e impede catástrofes naturais através da pacificação das forças ambientais nocivas.



O Stupa é um  relicário para guardar os restos mortais dos grandes mestres. A sua forma representa a iluminação de Buda.



Há sempre pequenas oferendas que os devotos e visitantes  depositam nesta mesinha.


Está previsto que desses quatro pilares até ao cimo do Stupa sairão correntes com  pequenas campaínhas cujo som  se destina a lembrar os 4 selos de Buda.

As quatro portas, segundo fomos informados, virão da India.



Mais além , ao fundo no ponto mais alto,  está a estrutura remanescente do moinho do Malhão [Torre Branca] e outras inslalações do  Centro Budista, onde poderão certamente ser entregues oferendas de maior vulto ou responsabilidade.
.

A singularidade deste espaço e a vista privilegiada que dali se desfruta até ao Oceano Atlântico é avassaladora em toda a sua grandeza onde as montanhas se elevam e a terra é pura. 

cajoco




quinta-feira, 5 de abril de 2012

"Cristo Crucificado"

 


Depois de ter passado por Ourique, rumo ao  Malhão via  Almodôvar, deparei com uma forma de arte original -  um  precioso mural com  um painel de azulejos alusivo à crucificação de Cristo  , estando ainda nele retratados hábitos e costumes do povo alentejano, bem como   espécimes da fauna e flora da região.


É assim, de uma forma inusitada, que a "Freguesia da Aldeia dos Fernandes", do Concelho de Almodôvar, dá as "Boas - Vindas" aos visitantes.


UMA SANTA PÁSCOA

cajoco

segunda-feira, 26 de março de 2012

Lenda de SÃO TORPES

No ano 67 desta nossa Era Cristã, em dia e mês não apurados, Torpes, que era oficial da casa do imperador Nero, foi decapitado em Pisa e o seu corpo lançado ao mar. Cometera o crime de se ter manifestado como adepto do cristianismo.

E a 17 de Maio desse mesmo ano, junto à desembocadura da Ribeira da Junqueira foi encontrada uma cabeça. A cabeça de S. Torpes, tendo a velá-la um cão e um galo. 


Celerina, casada com Lúcio Venôncio, mulher que seria mais tarde santificada, sabedora do aparecimento, viajou imediatamente de Évora, onde vivia, para Sines, a fim de providenciar condigna sepultura ao achado. Para o efeito, no local foi erguido um templo cristão de majestosas dimensões, dizem que o primeiro no género na Europa. Porém seria arrasado em 711, o que significa ter-se aguentado mais de meio milhar de anos.


Entretanto o corpo sem a cabeça de S. Torpes foi dar à costa francesa da Provença, numa praia que mais tarde se chamaria Saint-Tropez. Agora o que é curioso na parte mais real desta lenda é que a actual praia de S. Torpes praticamente confina com uma herdade que se chama da Provença.



[Ponte da Ribeira da Junqueira e o marco implantado no local onde foram encontrados os restos mortais de S. Torpes]. 

Fonte: Excerto de "Lendas de Portugal".



sábado, 17 de março de 2012

O CAMPANÁRIO a CRUZ e o GALO

O Campanário [do Castelhano Campana] é uma construção para proteger e abrigar os sinos.

A Cruz é o símbolo do cristão - ergue-se em todas as nações do mundo.

O Galo cantou 3 vezes anunciando o cumprimento da profecia de Jesus ao ser negada por S. Pedro quando lhe faltava a Fé e o entendimento.
 
[cajoco]




segunda-feira, 12 de março de 2012

O PASTOR

Portugal sofre com a desertificação. As aldeias estão desertas e abandonadas, os rebanhos estão a acabar, o gado já não vai para as serras. É necessário reabilitar-se o mundo rural.

Retomo uma breve viagem à minha adolescência e à vida quotidiana rural do pastor no século passado em Trás-os-Montes.

O gado era guardado por um pastor de Sol a Sol. Botava as ovelhas ao monte em terrenos onde crescia erva apetitosa para que dezenas de ovelhas lhe deitassem o dente. De manhã até à noite sempre ao pé delas e elas sempre atrás dele. Andavam-se assim quilómetros e quilómetros montes abaixo, montes acima. É serviço que nunca está feito, nem de Verão nem de Inverno. Não há pastores gordos. Os pastores gostam da liberdade.

O pastor conhecia todas as suas ovelhas pelos nomes: Zézita, Rouxinol, etc. E fala com elas: "Vais com pressa! Vais! Vais!... E lesto atirava-lhe uma pedrada certeira que caia mesmo à frente da ovelha obrigando-a a arrepiar caminho.


Muitas vezes não sabia muito bem quais os proprietários dos terrenos baldios, mas lá se arranjava.

 

Com bom tempo, o gado dormia ao relento, num bardo de cancelas. Com esta última arrumação do gado, o pastor ficava mais descansado.


Durante a noite dormia ao lado numa simples cabana.


Os cães com coleiras de lata com pregos que lhes protegiam o cachaço dos ataques frequentes dos lobos, completavam a guarda.


O pastor não dispensava a sua flauta, o instrumento mais antigo do mundo,
feita de cana brava ou de sabugueiro com um furo de sopro e seis perfurações, feitas a fogo, para os dedos.


Os pastores consciencializaram-se de que os lobos são medrosos e enfrentam a situação. O lobo uiva para demarcar o território, mas é cobarde. Ataca os animais mas não os homens. Há apenas que ter capacidade para lhes fazer frente.


Bastava o pastor gritar: «Agarra que é lobo desgraçado e malvado!». Os cães começavam a ladrar e os lobos fugiam. As ovelhas não estavam sozinhas. O pastor assobiava e as ovelhas vinham atrás dele. O céu era testemunha.


O bardo era mudado com frequência, para o gado estrumar bem toda a terra.


O gado era dado de meias pelo propritário ao pastor. Metade da produção para cada um.


O pastor  desdobrava-se e dava conta de dezenas de ovelhas que ordenhava à mão, beneficiando do leite dia sim, dia não.


Um cântaro de leite dava para fazer três queijos e ainda requeijões, aproveitando-se também a parte aquosa, o soro.


Os queijos eram feitos numa froncela, para o máximo de dois.


O leite depois de coalhado era espremido nos aros perfurados, escorrendo o soro da froncela para uma bacia. Os queijos eram postos a secar nos aros, em tábuas penduradas no tecto. Depois de secos, tiravam-se os aros e envolviam-se com uma gaze para não esboroarem. Mais tarde eram corados, mergulhando-os numa vasilha com colorau e azeite.


Os requeijões eram feitos do soro numa caldeira pendurada num gancho na lareira, sobre lenha a arder que não deitasse fumo, até quase ferver. Iam-se apurando com uma escumadeira para as requeijeiras.


Havia também a lã das ovelhas e dos carneiros, da tosquia feita pelos tosquiadores, normalmente em Maio, caso contrário no Verão não aguentariam o calor.

A lã era cardada em velos, de que eram feitos os célebres cobertores de papa.

Os borregos  eram também vendidos de meias.

[cajoco]


Fotos: Google






sábado, 3 de março de 2012

Polo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte

Alte é uma fonte inesgotável de inspiração. Assumida em toda  a sua plenitude por Cândido Guerreiro.

Este espaço museológico, como o nome indica, contem os espólios da Vida e Obra do poeta Cândido Guerreiro,   dos Condes de Alte e da Casa do Povo de Alte.
As fotos no interior são interditas, pelo que só foi possível tirá-las no e do exterior.


Logo à entrada temos um busto de Cândido Guerreiro, personalidade multifacetada: Advogado, dramaturgo e poeta . Foi o primeiro altense a formar-se.

Retratamos num painel exterior do polo este maravilhoso soneto,  em que o poeta manifesta  o  apego pelas suas raízes, fazendo delas  ao mesmo tempo a sua fonte de inspiração.
A sua escrita destaca-se pelo apuro irrepreensível dos seus sonetos.



[O soneto acima referido, figura também no painel de azulejos constante no monumento erigido em honra do poeta no seu "Memorial na Fonte Pequena"].  

Em Alte, existe  também uma escola, com o seu nome, designada por "Escola Profissional Cândido Guerreiro".

Alte, sua terra natal, foi a aldeia musa da sua vida.

Fonte: Google         Fotos: cajoco

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica - Exposição Hans Christian Andersen


Falamos de Hans Christian Anderson [1805 - 1875] escritor dinamarquês cuja obra literária é traduzida para centena e meia de línguas e lembramos que a metade da população da terra considera-a parte da sua cultura.


Hans Christian Anderson viveu uma relação com Portugal, revelada no seu livro Uma viagem a Portugal em 1866.

Com o sentido reconhecimento da generosidade que caracterizam Hans Christian Anderson e a sua obra, 19 Artistas Plásticos Portugueses desejaram com alegria, participar na homenagem com ilustrações e quadros.



A generosidade continuou. Juntou-se-lhes um historiador, um filólogo-andersenalista-tradutor, um narrador, uma ceramista, uma joalheira, um gravador e escultor, artesãos, pessoas da música, das letras, do teatro e, naturalmente, o autor e designer, Niels Fisher.


Quadros e esculturas, produzidos por crianças, jovens e adultos anónimos das 39 cidades e localidades onde a exposição esteve patente, no período de 2005 a 2012, sobre os contos de Hans Christiam Anderson.




 Com ou sem pós de perlimpim a luz de Andersen nunca chega ao fim...



Nota: Esta exposição justificava uma visita guiada atenta e demorada.
Foi no entanto a visita possível, neste caso, com prevalência das fotos prèviamente autorizadas com que a procuramos retratar e divulgar.

Texto: Excerto do Catálogo

Fotos: [cajoco]


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Centro BUDISTA Tibetano [2]

No Verão passado, partindo de S. Bartolomeu de Messines, situada no Barrocal Algarvio, passando por Alte, rumo à Serra do Caldeirão, revisitamos o Centro Budista Tibetano [HUM KARA DZONG], o primeiro construido em Portugal, situado no ponto mais alto da serra, no sítio do antigo Moínho do Malhão, considerado ideal para concentrar energias positivas.


Logo à entrada, num painel de boas-vindas, constam os esclarecimentos necessários ao bom acolhimento dos visitantes e ao funcionamento do Centro.

Pode, no entanto, ser visitado por qualquer pessoa independentemente das crenças religiosas.



O Stupa é um relicário para guardar os restos mortais dos grandes mestres.

 


 Um mausoléu em forma de torre, com cerca de 6 metros de altura, construido em granito rosa, talhado e esculpido em Portugal, concluido em 14 de Outubro de 2008.



A sua forma representa a iluminação de Buda.


Nesta mesinha são depositadas as oferendas dos visitantes.

É tradicional e considerado positivo realizar circumambulações em torno do Stupa, no sentido dos ponteiros do relógio, recitando mantras ou formulando votos para a paz no mundo, o bem-estar dos nossos entes queridos e de todos os seres de um modo geral.
Crê-se que o poder das acções realizadas junto a um Stupa é enormemente aumentado, gerando grandes reservas de mérito e energia, mesmo que tais acções sejam acidentais, dando ainda prosperidade e harmonia às comunidades circundantes.
Ao fundo, na linha do horizonte, destacam-se: uma vista do Centro Budista Tibetano e do antigo Moínho do Malhão [Torre Branca].

Do alto do Malhão divisa-se uma calmante e inspiradora paisagem de 360 graus, de onde se pode avistar o Oceano Atlântico.
Saliente-se que o projecto do monumento ainda não está concluido, faltando, entre outros arranjos, o gradeamento e quatro portas. Tudo isto tem o seu significado.

As energias alternativas, amigas do ambiente, também estão presentes.

Também acha[mo]s outros recursos naturais para o lume.


  É um porto de abrigo, num mundo cada vêz mais difícil, onde nos sentimos mais próximos do Céu e de quem aqui fez um retiro e tomou refúgio com o nome de Tashi [Auspicious]  em 13.8.05.


[cajoco]

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ESTAÇÃO de SINES

Há mais estações e apeadeiros abandonados em Portugal do que à primeira vista se possa pensar. Estações de combóios fantamas.

Bons tempos, em que o chefe de estação era a sua referência e no guichê havia sempre um funcionário para prestar um eslarecimento ou passar um bilhete.


Em Sines a linha do combóio há muito desapareceu mas a  ESTAÇÃO FERROVIÁRIA foi recuperada com os magníficos painéis de azulezos evocando: 
A chegada de Vasco da Gama à Índia, o Trabalho dos Corticeiros, o Castelo, a Igreja de Nossa Senhora das Salas, as Actividades Piscatórias, etc. 

Nela foi instalada a "ESCOLA DE ARTES PLÁSTICAS", englobando: ARTES PLÁSTICAS / DANÇA / MÚSICA / TEATRO.

 O ARMAZÉM DE MERCADORIAS deu lugar a um magnífico restaurante "O CAIS DA ESTAÇÃO".

As CASAS DOS FERROVIÁRIOS foram também recuperadas.
Verifica-se, por exemplo, a instalação de um consultório veterinário  o "vetestação".


[cajoco]
  

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Memória "REAL"

 1874, foi o ano provável da inauguração da ALFANDEGA DE SINES, reinava em PORTUGAL D. Luis I  [O Popular, também cognominado Rei Marinheiro]. A moeda em vigor era o Real.

Trata-se de um pequeno edifício histórico centenário, situado na Ribeira com paineis de azulejos, que se vai degradando de dia para dia.

Edifício merecedor de uma tomada de atenção por quem de direito visando a sua reabilitação.




[cajoco]