Porto de Sines

Porto de Sines

terça-feira, 22 de junho de 2010

S. João do Porto


Eu sou do tempo – o saudoso tempo da minha mocidade – em que o S. João do Porto era, para um portuense da minha geração, uma multiplicação de alegria, uma sensação de estar ligado aos outros, a imagem das cascatas de musgo e bonecos de barro, o ritual dos balões, os sons dos bailaricos, sardinha assada, broa e manjericos, culminando com o fogo de artifício a estralejar no rio Douro.
Velhos e novos não se deitavam, na noite de todas as licenças.
Toda a gente saia de casa durante toda a noite, saudando-se rostos desconhecidos que se falavam e sorriam, subitamente felizes e com um alho-porro na mão e misturar-se com uma imensa maré de gente, seguindo com essa multidão - desde a torre dos Clérigos até à praça da Batalha e às Fontainhas, de Matosinhos à Ribeira, passeando também pelo Palácio de Cristal…
Ninguém se importava com as cacetadas de alho-porro, e, com a entrada mais tarde, dos martelinhos de plástico – parece que estavam mesmo a pedi-las…
Rapazes e raparigas de mãos dadas rindo e cantando sem parar.

A noite era longa mas ninguém arredava pé até chegar a luz do dia, acabando por se tornar a noite mais curta do ano.



Nas Fontainhas acabava o barulho da festa.


Lentamente, esquecidos de tudo, regressam a casa.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cidade do Cabo (África do Sul)

Esteve tanto frio ontem na Cidade do Cabo (África do Sul) que o mar gelou...

Vejam estas fotografias na África do Sul, que chegaram até mim enviadas por um familiar.

O resultado de futebol de Portugal hoje ninguém esperava!!!
Hoje sim, mostraram aquilo que valem... Viva Portugal!!
Vamos lá ver como vai ser o jogo com o Brasil?!







sábado, 12 de junho de 2010

O ESCORPIÃO [para reflectir]

Um mestre do Oriente viu que um escorpião estava a afogar-se e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião picou-o. Pela reacção à dor, o mestre soltou-o e o animal caiu de novo na água e estava a afogar-se.. O mestre tentou tirá-lo novamente e outra vez o animal picou-o.

Alguém que estava observando aproximou-se do mestre e disse-lhe:

"Desculpe mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?" O mestre respondeu:
"A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar".

Então, com ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou a sua vida e continuou:

"Não mude a sua natureza se alguém lhe faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros criam-na. Quando a vida lhe apresentar mil razões para chorar, mostre-lhe que tem mil e uma razões para sorrir. Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação. Porque a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você.

E o que os outros pensam... é problema deles.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Praia do Norte

Cabo de Sines
é a minha morada,
ponto de partida
e de chegada.

É minha sina é minha sorte
ter tanto e não ter nada.
Que a vastidão do mar
não me tolha o ohar
e eu vou distante
onde é redondo o horizonte.
Tanto tenho do mundo
e da sua vastidão
que me iludo e me confundo
na minha solidão.

Este cabo que me dobra
dá-me silêncio de sobra para nele perscrutar
das ondas o rebentar.
E na espuma que invento
nas vagas deste vagar
até parece que o vento
me vem manso segredar...

Cabo de Sines é
minha morada,
ponto de partida
e de chegada.

José-António Chocolate, in "caminhos do silêncio"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Pescado na Rede do Teu Pudor



Sereia, naufrágio do meu coração,
Sou marinheiro, perdido no eco da tua canção,
Pescado na rede do teu pudor
Com o peito rasgado de amor.

[S.A.C./Auspicious 01.Junho.1977-20.Dezembro.2008]

sábado, 29 de maio de 2010

A Vida




A vida e o sobrenatural
A vida é um apontamento à margem
Das leis que regem o universo.
Ela é apenas uma passagem,
Que tem face e nada se sabe do verso.

O verso, se o houver,
Será a razão explicativa
Da razão de viver
E da razão de outra vida.Então tudo será natural,
Tudo estará certo.
A explicação do sobrenatural
Estaria sempre assim tão perto.

[cajoco]

domingo, 23 de maio de 2010

O meu irmão

Jorge & Zito

O nosso irmão é boa companhia,
tanto na tristeza como na alegria.
O nosso irmão faz-nos sentir poesia,
abrindo uma janela que só ele sabia.

Um irmão delicado que nos fala verdade,
e nos ajuda a viver a nossa liberdade.
Tu estás, meu irmão tão a mim ligado,
que nesta ocasião só te digo obrigado.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O "Vilares Alfaiate"


Alfaiate é uma profissão picuinhas. Uma profissão aparentemente fácil vista por quem está de fora.
O cliente, depois de escolher o tecido, levava-o ao alfaiate para fazer o fato. Este marcava-o com giz afiado, cortava o modelo escolhido pelo cliente e alinhavava-o. Tirava as provas, entrando aí as costureiras, sempre presentes num bom alfaiate.
O alfaiate Vilares morava para lá da rua Costa Cabral. Era um homem sempre bem disposto, tendo sempre algo para contar durante as provas. Foi o alfaiate recomendado pelo Amílcar, filho da D. Purificação Barbosa, dono da “Pastelaria Castelar” em Costa Cabral, próxima do cinema Júlio Dinis.
Depois de mudarmos para a Rua Padre Cruz, passou a ser também o nosso alfaiate. Fez fatos, para mim e para o Zito.
Recordo um fato, em tecido cheviote azul, com riscas brancas. O feitio era de trespasse.
Fizemos as provas, tudo correu bem. A entrega estava prevista para o fim-de-semana seguinte.
Passamos tardes inteiras de três fins-de-semana, à janela, ansiosos a aguardar a entrega dos tão almejados fatos – normalmente entregues, por uma costureira, em casa do cliente.
Os fatos, nada de aparecerem. Metemos os pés ao caminho e fomos ver o que se passava. Estavam como tinham ficado após a última prova. O senhor Vilares não se desmanchou, contou-nos umas das suas belíssimas histórias e garantiu-nos que, no próximo fim-de semana teríamos os fatos prontos, o que realmente aconteceu num domingo de manhã.
Eu, e o meu mano, esquecemos todas as peripécias das esperas, enfiamos as farpelas novas e toca de ir passear.
Desabafo do Zito: «Oh Jorge! Os nossos fatos podem não ser os melhores, mas de certeza que são os mais novos de todos». E lá andamos felizes da vida a passear pelo Porto.
Antes de sair, passava a ferro o meu fato e a camisa, a preceito.
Gostava de vestir bem. Só vestia o fato novo aos domingos e em ocasiões solenes. O Zito, pelo contrário, enfarpelava-se quando lhe apetecia.
No intervalo das aulas, no então Liceu D. MANUEL II, para o almoço, mal chegava a casa, arregaçava as calças para não gastar as bainhas e tirava a gravata para não a sujar ou manchar. Só que, por vezes, esquecia-me de baixar as bainhas das calças e saia assim para a rua. As miúdas riam-se, e eu pensava que estava a fazer boa figura. Só mais tarde dava conta, por mim, ou por me chamarem a atenção.

sábado, 15 de maio de 2010

A pedrinha









Confie...


As coisas acontecem na hora certa
Exactamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve Deus.
Momentos difíceis busque Deus.
Momentos silenciosos, adore Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

JANTINHA?!?!

Esta é de doer....

A pergunta foi: qual é a função do apóstrofo?
[Para quem não se lembre, o apóstrofo é aquele "risquinho" que serve para suprimir vogais entre duas palavras....

Ex: caixa d'água

E a resposta imperdível merece um troféu: